Grande Messejana registra 11 homicídios na mesma noite

Ocorrências podem estar relacionadas. Polícia levanta hipóteses para investigação

Escrito por Redação,

Segurança

Uma sequência de homicídios vitimou pelo menos 11 pessoas na área da Grande Messejana, que envolve os bairros São Miguel, Curió e Lagoa Redonda, todas pertencentes à Área Integrada de Segurança 4 (AIS 4), na noite da última quarta-feira (11).

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ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, a Polícia havia informado que 12 pessoas tinham sido assassinadas na Grande Messejana, na última quarta-feira. No início da tarde desta quinta, a SSPDS divulgou que foram 11 o número de mortos. 

De acordo com informações do chefe de comunicação da Polícia Militar, tenente-coronel Andrade, o conflito armado do Curió, que já causou a morte de 3 pessoas e deixou mais duas gravemente feridas; a morte do soldado PM Chales Serpa, além de outros homicídios na mesma região e em locais próximos, podem estar relacionados.

Entretanto, conforme o oficial, ainda é muito cedo e faltam evidências para tal afirmação. "Não há nada de concreto que possa afirmar que houve uma correlação dos fatos, mas nenhuma possibilidade pode ser descartada", ressalta. 

Linhas de investigação

Conforme a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social, (SSPDS) Equipes da Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), da Unidade Tático Operacional (UTO) da Divisão Antissequestro (DAS) e dos 6º e 35º Distritos Policiais, além de agentes da inteligência, estão levantando diversas linhas de investigação.

A principal delas é a de que o tiroteio no Curió tenha sido uma represália ao homicídio do soldado PM Walterberg Chaves Serpa, na noite desta quarta-feira (11), na Lagoa Redonda. A Polícia Militar também recebeu a informação que um grupo com homens encapuzados seriam responsáveis pelos disparos no Curió. O conflito armado aconteceu poucas horas após o ataque contra o soldado.

Ainda segundo a SSPDS, mais uma linha de investigação se dá pela prisão, na última terça-feira (10), de Carlos Alexandre Alberto da Silva (38), vulgo ‘Castor’, que teria ordenado a morte dos seus delatores. Ele possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, porte e posse ilegal de arma de fogo, ameaça, homicídios, tentativa de homicídio, e estava com três mandados de prisão em aberto e portava um fuzil e uma pistola utilizados em uma chacina ocorrida na “Comunidade Cinquentinha”.

Outra linha aponta para retaliação pela morte do traficante Lindemberg Vieira Dias, morto ontem (11), um dia após deixar o sistema penitenciário. Há, ainda, a hipótese de um conflito entre facções rivais.

13º policial morto

O soldado Charles Serpa, do Ronda do Quarteirão, foi o 13º policial assassinado em 2015 no Ceará. O número já supera o registrado em todo o ano passado, quando 12 foram mortos, segundo informação da Associação de Cabos e Soldados Militares do Ceará. O agente de segurança foi assassinado na noite desta quarta durante tentativa de assalto no bairro Lagoa Redonda.