Corpos de casal de idosos cearenses mortos no RJ serão trazidos a Fortaleza para serem sepultados

O suspeito de cometer o duplo homicídio é o ex-genro das vítimas, um militar da Marinha, que foi encontrado ferido e está internado sob custódia em um hospital

Escrito por Redação,

Segurança
Legenda: Os pais de Felipe vieram visitar o professor e voltariam para Fortaleza no dia 28 de junho
Foto: Reprodução/Redes sociais

Os corpos do casal de idosos cearenses, Geraldo Pereira Coelho, de 73 anos, e Oselia da Silva Coelho, 72, mortos a facadas no Rio de Janeiro no último sábado (25), serão trazidos a Fortaleza na próxima terça-feira (28) para serem sepultados, segundo o filho das vítimas. 

O suspeito de cometer o duplo homicídio é o ex-genro das vítimas, o oficial da Marinha Cristiano da Silva Lacerda, de 49 anos, que foi encontrado ferido e está internado sob custódia no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, no Rio de Janeiro. O crime teria sido motivado por ciúmes do criminoso com o ex-namorado, o professor de inglês e músico cearense Felipe da Silva Coelho, 39.

O crime aconteceu em um apartamento localizado no Jardim Botânico, na área nobre do Rio de Janeiro. Após mandar mensagem para o ex-namorado, pedindo para ele retornar para casa, Cristiano teria matado os pais do cearense a facadas. 

Legenda: Cristiano é oficial da marinha
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os idosos moravam em Fortaleza e estavam no Rio de Janeiro desde o dia 17 de junho, em visita ao filho. A passagem de volta estava marcada para próxima terça-feira (28)

Entenda o caso 

O 2º Batalhão da Polícia Militar, localizada em Botafogo, foi acionado às 00h55 deste sábado para um suposto suicídio. No entanto, no local, constataram ser um caso de duplo homicídio causado por arma branca.

Felipe estava no play no condomínio, afirmando que os pais estavam mortos no apartamento. As vítimas foram encontradas no sofá-cama da sala.

Legenda: Felipe e Cristiano se conheceram em 2020, no início da pandemia de Covid-19
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Já Cristiano estava desacordado, apresentando elevado estado de embriaguez, segurando uma faca suja com sangue e tendo uma garrafa de bebida alcoólica ao lado. Além disso, caixas da medicação controlada Clonazepan foram encontradas dentro do imóvel. 

Cristiano saiu desacordado em uma cadeira de rodas. A perícia no apartamento foi efetuada pelo Grupo de Local de Crime (GELC) da DHC. 

Motivado por ciúme 

O caso teria sido motivado por ciúmes, segundo apontou Felipe. O filho do casal detalhou que precisou ir para um evento em Ipanema na noite da última sexta-feira (24), deixando os pais com Cristiano.

Porém, em certo momento, Cristiano mandou mensagem para Felipe, dizendo que que a mãe está passando mal. "Falou que minha mãe não estava bem e que era para eu voltar. Na mesma hora eu pedi um Uber", detalhou. 

"Ele seguiu mandando outras mensagens, perguntando se eu voltaria ou ficaria com meus amigos. E também me ofendeu". 
Felipe da Silva Coelho
Filho da vítima

Em entrevista ao O Globo, detalhou que encontrou os pais já mortos ao chegar em casa. Gritando, pediu ajuda aos vizinhos, que tentaram socorrer. Felipe chegou a questionar à administradora do condomínio, se ela teria ouvido barulho de briga ou discussão. 

Como a mulher negou qualquer barulho, ele acredita que Cristiano matou os pais enquanto eles estavam dormindo. "Só espero que ele pague por tudo que ele fez. Estou sofrendo demais com isso", relatou.

Agressão durante namoro

Felipe é professor de inglês e influenciador digital. Conforme detalhou, ele já não não estava mais namorando Cristiano. A relação foi rompida após dois anos, devido a uma agressão causada pelo oficial da marinha. 

Os dois se conheceram em 2020, no início da pandemia de Covid-19. Na época, Felipe morava em Fortaleza e depois se mudou para o Rio de Janeiro, passando a viver no apartamento do Jardim Botânico.

Porém, durante o Carnaval deste ano, Felipe conta que Cristiano lhe deu um tapa no rosto e um soco no peito. A agressão fez com que ele decidisse terminar o relacionamento.

Continuaram vivendo juntos até que o suspeito encontrasse um outro lugar para morar.