Camilo cobra fiscalização de explosivos e definição do papel do Exército no combate à violência

O governador fez sugestões de modificações ao texto do projeto de lei Anticrime, apresentado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública a gestores estaduais, nesta segunda-feira (4)

O governador do Ceará, Camilo Santana, cobrou estabelecimento de padrões para ampliar a fiscalização de explosivos no Brasil e mais clareza na definição do papel do Exército e da Força Nacional no enfrentamento da violência, durante apresentação do projeto de lei Anticrime, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a 12 governadores, vice-governadores e secretários estaduais de Segurança Pública, em Brasília, nesta segunda-feira (4).  

Santana comentou os recentes ataques a banco e explosões de caixas eletrônicos ocorridos principalmente no interior dos estados. “É responsabilidade do Exército Brasileiro, que muitas vezes não tem condições. Não há fiscalização permanente. É preciso criar mecanismos para isto”, disse o governador. 

Camilo pediu mais tempo para avaliar o projeto e apresentar sugestões, mas adiantou que aspectos como medidas antiterroristas e celeridade do Judiciário no julgamento de crimes não tiveram destaques no texto.  

O projeto de lei Anticrime que o governo federal vai enviar ao Congresso Nacional nos próximos dias prevê mudanças em 14 leis, entre elas, o Código Penal, a Lei de Execução Penal, a Lei de Crimes Hediondos e o Código Eleitoral. A intenção, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, é combater a corrupção, crimes violentos e facções criminosas.

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