Obras da Transnordestina estão paralisadas no CE

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Redação producaodiario@svm.com.br
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A promessa é de que, até o fim deste mês, o trabalho será retomado em vários trechos da ferrovia no Estado

O deputado Welington Landim (PSB) lamentou, ontem, na Assembleia Legislativa, a paralisação das obras da ferrovia Transnordestina no Ceará. O parlamentar já havia utilizado a tribuna para reclamar do atraso e também de paralisações em outra obra do Governo Federal no Estado, a Transposição do Rio São Francisco.

A notícia de paralisação da obra da Transnordestina foi noticiada, ontem, pelo caderno Regional, do jornal Diário do Nordeste. Conforme disse o parlamentar, a Transnordestina é mais uma obra de "extremo interesse ao desenvolvimento do Nordeste" que está andando a passos bem lentos.

Para se ter uma ideia do atraso, seis meses depois de o ex-presidente Lula ter inaugurado os primeiros 15 quilômetros de trilhos, a partir do marco zero, em Missão Velha, apenas 27 quilômetros de novos trilhos foram instalados. Faltam, ainda, 69 quilômetros para chegar a Salgueiro, centro dos ramais que unirão os estados nordestinos: Ceará, Pernambuco e Piauí.

Welington Landim disse que conversou sobre o assunto com o diretor-presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher. Conforme informou o parlamentar, Tufi Daher reconhece o atraso nas obras, assegurando que, ao final deste mês, será retomado o trabalho em vários trechos.

Consequências

Mas os atrasos irão trazer consequências, avisa Landim. Uma delas é o encarecimento da obra, ou seja, haverá mais gastos para os cofres públicos. O deputado informa que esse aumento de preço é automático, pois, como alguns trechos ficaram parados, toda a infraestrutura deve ser retirada e colocada novamente.

Segundo o deputado, na localidade de Pedra do Urubu, em Brejo Santo, um trecho foi danificado devido ao período chuvoso. Landim afirmou que a empresa anterior executou a obra nesse trecho de forma equivocada, tendo que agora ser refeito. O deputado deixa claro que a construtora responsável pela obra atualmente é a Odebrecht, porém afirma que ela não dá nenhuma informação sobre isso.

Em outro local, próximo à Quixadá, o Iphan não acatou o trajeto inicial planejado para a Transnordestina e apresentou uma nova proposta ao projeto. "Com isso, haverá um desvio pela cidade de Quixadá, que também vai encarecer a obra e fará com que haja uma perda de tempo maior", ressaltou.

Devido aos atrasos, a obra só deverá ser entregue em 2014 e não mais em 2012, como estava previsto. Conforme o parlamentar, a Transnordestina irá transportar minério de ferro, grãos, cimento, combustível e fertilizante. O agronegócio também deve ganhar maior dimensão, pois o transporte ferroviário é 80% mais barato do que o rodoviário, diminuindo o preço das nossas frutas que terão mais concorrência nas exportações.