Em entrevista, Regina Duarte minimiza mortes na ditadura: 'não para de morrer gente'

"Cara, desculpa, na humanidade não para de morrer gente. Se você falar de vida do lado tem morte", afirmou a secretária da Cultura

Legenda: Questionada por ter se silenciado diante da morte de diversos artistas desde que assumiu a secretaria, em março deste ano, Regina também minimizou e disse que não queria fazer um "obituário" na pasta
Foto: Foto: Divulgação/Globo

A entrevista da secretária especial da Cultura, Regina Duarte, nesta quinta-feira (7), à CNN Brasil gerou várias polêmicas. Questionada sobre as mortes na ditadura pelo entrevistador, Regina minimizou.

"Cara, desculpa, na humanidade não para de morrer gente. Se você falar de vida do lado tem morte", afirmou.

A secretária então foi questionada sobre as mortes e torturas do período militar. "Stálin, quantas mortes. Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas minhas costas, sou leve, to viva, estamos vivos. Vamos ficar vivos. Por que olhar para trás? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões", afirmou.

Logo em seguida, Regina falou sobre a situação do Brasil no enfrentamento à Covid-19, dizendo que havia uma certa "morbidez" devido à pandemia.

"Eu acho que tem uma morbidez nesse momento. A Covid-19 está trazendo uma morbidez insuportável."

Questionada por ter se silenciado diante da morte de diversos artistas desde que assumiu a secretaria, em março deste ano, Regina também minimizou e disse que não queria fazer um "obituário" na pasta.