Deputados reclamam
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Deputados federais cearenses reconhecem que a reforma aprovada deixa muito a desejar para os brasileiros
A reforma eleitoral aprovada na noite da última quarta-feira pela Câmara dos Deputados é "o que foi possível" fazer diante de tantas divergências no Congresso Nacional. A afirmação, em tom de lamentação, é do deputado federal cearense Mauro Benevides (PMDB), um dos que fizeram pronunciamentos na Câmara sobre a necessidade de uma reforma política ampla. A opinião dele reflete o que é o entendimento de alguns parlamentares federais cearenses em torno da aprovação da matéria.
Para não correr o risco de perder o prazo constitucional para a sanção das novas regras, os líderes da Câmara, pelo que contou Mauro Benevides, fizeram um acordo de aprovar rapidamente o texto que já havia sido votado no Senado, na última terça-feira, desconsiderando as emendas dos senadores.
"O texto está longe do ideal, mas é o que foi possível votar, pois pontos como o financiamento público de campanha eram alvo de divergências", explicou Benevides, ao acrescentar que as mudanças representam um "arremedo de reforma".
Frágil
A estrutura dos partidos políticos, que ainda é frágil, por exemplo, não foi atacada, conforme também se queixou o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB). Ele diz que há avanços no tocante ao uso da Internet, porém a reforma deixa a desejar. "As pessoas não estão muito preocupadas com as regras internas de propaganda. Há o interesse de mudança na estrutura dos partidos", disse o tucano.
Os cearenses destacam que foram vários os pontos divergentes entre o texto aprovado no Senado e aquele que passou, em segunda votação pela Câmara. Uma das questões retiradas pelos deputados foi a eleição direta para os cargos eletivos cujo detentor tenha sido cassado. Os senadores queriam eleições diretas a qualquer tempo de mandato. Já os deputados retiraram esse ponto, mantendo o que tinha sido feito antes que é a realização de eleição direta só se a cassação acontecer até a metade do mandato.
O coordenador da bancada cearense, deputado José Guimarães (PT), fez questão de destacar que foi aprovado aquilo que foi possível, também argumentando que as divergências de opinião entre os deputados e senadores sobre os principais pontos da reforma política é o principal problema.
O deputado Eudes Xavier (PT) disse ver avanços no uso da Internet, mas ponderou que o Congresso Nacional deixa uma lacuna que é a ausência de uma reforma política. "É uma dívida que o Congresso tem com a sociedade de aprovar uma reforma política ampla", enfatizou o parlamentar petista.
A reforma eleitoral aprovada na noite da última quarta-feira pela Câmara dos Deputados é "o que foi possível" fazer diante de tantas divergências no Congresso Nacional. A afirmação, em tom de lamentação, é do deputado federal cearense Mauro Benevides (PMDB), um dos que fizeram pronunciamentos na Câmara sobre a necessidade de uma reforma política ampla. A opinião dele reflete o que é o entendimento de alguns parlamentares federais cearenses em torno da aprovação da matéria.
Para não correr o risco de perder o prazo constitucional para a sanção das novas regras, os líderes da Câmara, pelo que contou Mauro Benevides, fizeram um acordo de aprovar rapidamente o texto que já havia sido votado no Senado, na última terça-feira, desconsiderando as emendas dos senadores.
"O texto está longe do ideal, mas é o que foi possível votar, pois pontos como o financiamento público de campanha eram alvo de divergências", explicou Benevides, ao acrescentar que as mudanças representam um "arremedo de reforma".
Frágil
A estrutura dos partidos políticos, que ainda é frágil, por exemplo, não foi atacada, conforme também se queixou o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB). Ele diz que há avanços no tocante ao uso da Internet, porém a reforma deixa a desejar. "As pessoas não estão muito preocupadas com as regras internas de propaganda. Há o interesse de mudança na estrutura dos partidos", disse o tucano.
Os cearenses destacam que foram vários os pontos divergentes entre o texto aprovado no Senado e aquele que passou, em segunda votação pela Câmara. Uma das questões retiradas pelos deputados foi a eleição direta para os cargos eletivos cujo detentor tenha sido cassado. Os senadores queriam eleições diretas a qualquer tempo de mandato. Já os deputados retiraram esse ponto, mantendo o que tinha sido feito antes que é a realização de eleição direta só se a cassação acontecer até a metade do mandato.
O coordenador da bancada cearense, deputado José Guimarães (PT), fez questão de destacar que foi aprovado aquilo que foi possível, também argumentando que as divergências de opinião entre os deputados e senadores sobre os principais pontos da reforma política é o principal problema.
O deputado Eudes Xavier (PT) disse ver avanços no uso da Internet, mas ponderou que o Congresso Nacional deixa uma lacuna que é a ausência de uma reforma política. "É uma dívida que o Congresso tem com a sociedade de aprovar uma reforma política ampla", enfatizou o parlamentar petista.