Capitão Wagner defende concurso para a Saúde e diz esperar 'ansiosamente' por apoio de Bolsonaro

Candidato do Pros foi o segundo entrevistado pelo PontoPoder Eleições na série que iniciou na segunda-feira (12). Na quarta, quem estará no programa é Samuel Braga, candidato do Patriota

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Legenda: Wagner destacou que aguarda ansiosamente pelo apoio oficial do presidente, que deve vir no segundo turno
Foto: Thiago Gadelha

Segundo entrevistado do PontoPoder Eleições, o candidato do Pros ao Paço Municipal, Capitão Wagner, defendeu, nesta terça-feira (13), a realização de concurso público para preencher quadros na Saúde e disse esperar 'ansiosamente' pelo apoio oficial do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) na campanha.

Veja entrevista

O programa da TV Diário, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 21h55, iniciou uma série de entrevistas na última segunda (12) com os postulantes à Prefeitura de Fortaleza. Os candidatos de partidos que têm representação mínima na Câmara dos Deputados determinada pela legislação eleitoral para participação nos debates serão questionados sobre suas propostas e seus planos de governo para os próximos quatro anos à frente do Paço Municipal.  

Durante a entrevista, Wagner criticou a forma de contratação da atual gestão para a Saúde e disse que o cenário de pandemia não será impedimento para realizar concurso para o preenchimento de quadros na área. Para ele, não há segurança trabalhista para os profissionais. 

"No tocante dos concursos públicos, a gente tem que entender que a cidade de Fortaleza não está estruturada para atender a demanda da população na questão da Saúde. Se gasta muito, mas se gasta mal. Quase 30% do orçamento é para a Saúde e a melhoria não veio até hoje", afirmou. 

Questionado sobre o aceno do presidente Bolsonaro à sua candidatura, o postulante do Pros disse que aguarda o apoio oficial do chefe do Governo Federal

"Ele ainda não declarou isso (apoio) publicamente. Ele disse que tem algumas cidades, citou Santos, citou São Paulo, citou Fortaleza e disse que tinha um capitão, que era o primeiro lugar das pesquisas, e que se Deus quiser iria ganhar a eleição. A gente aguarda ansiosamente. Se de fato ele declarar esse apoio, se vier ao Estado do Ceará, será muito bom para a campanha, para a militância, a gente vai receber de bom grado e com muita felicidade", declarou. 

Sobre a Educação, Capitão Wagner disse querer firmar uma parceria com a rede privada para garantir ensino de qualidade e escola em tempo integral para todos os alunos da rede pública municipal. 

"A gente pretende implementar um sistema em que o filho do cidadão que estuda numa escola pública tenha acesso aos mesmos conteúdos que existem na grande rede particular da Cidade. A nossa ideia é, em parceria com a rede privada, poder aproveitar os espaços que estão ociosos. A gente não tem dúvida que para o próximo ano a demanda por educação pública vai ser maior por conta da crise econômica que atingiu não só Fortaleza, o Ceará, mas todo o mundo", ressaltou.

Na ocasião, o candidato do Pros comentou ainda sobre a paralisação de parte da Polícia Militar (PM) no início deste ano. Ele foi questionado sobre a participação na mesa de negociações e o que faria se outro movimento do tipo ocorresse em eventual gestão à frente da Prefeitura. 

"Em nenhum momento, eu me posicionei a favor de qualquer paralisação aqui na cidade de Fortaleza ou no Estado do Ceará. Eu tenho muita responsabilidade com essa questão e, por conta disso, fui inclusive desgastado em rede social por policiais que queriam fazer o movimento, e a gente foi contra a realização. De forma nenhuma, a gente vai incentivar esse tipo de acontecimento. O que aconteceu esse ano foi, de fato, um posicionamento radical de ambos os lados (Governo e PM), tenho que frisar isso", destacou. 

Expectativas de alianças 

Pouco antes da entrevista iniciar, Capitão Wagner falou sobre as expectativas para um possível segundo turno. Sem apontar um nome que gostaria de enfrentar, ele comentou a possibilidade de alguns partidos integrarem seu leque de alianças, ponderando que o cenário pode mudar a depender do adversário. 

“Por exemplo, o PSDB não tem, pelo menos nas declarações dos seus integrantes, possibilidade de estar com o PT (no segundo turno). Então, se o meu candidato (adversário) é do PT, a tendência é que o PSDB venha a nos apoiar. Tem algumas outras candidaturas também que não têm simpatia pela candidatura do PT e podem estar conosco: a do Heitor Férrer (SD), a do Heitor Freire (PSL) e algumas outras podem aderir à nossa candidatura.” 

Entrevistas

Ao longo da semana, candidatos à Prefeitura de Fortaleza serão questionados sobre suas propostas e seus planos de governo para os próximos quatro anos à frente do Paço Municipal. Nesta terça-feira (13), foi a vez do candidato Capitão Wagner (Pros). Na quarta-feira (14), o entrevistado do PontoPoder Eleições será o candidato do Patriota, Samuel Braga

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