Filho de Flordelis aponta mãe e irmãs como envolvidas na morte do pai 

O pastor evangélico Anderson do Carmo, 42, foi assassinado a tiros na madrugada do último dia 16 

Legenda: Segundo o filho, Flordelis teria afirmado que "a hora do pai estava chegando". Ele descreveu o comportamento desesperado dos parentes no velório como "teatro"
Foto: FOTO: Divulgação/Facebook

A deputada federal Flordelis (PSD/RJ) é apontada, por um de seus filhos, como envolvida na morte do marido, o pastor evangélico Anderson do Carmo, 42, assassinado a tiros na madrugada do último dia 18. De acordo com depoimento do rapaz à Polícia Civil, há suspeita de envolvimento da mãe e mais três irmãs na morte do pai. Segundo ele, seu irmão Lucas dos Santos teria recebido R$ 10 mil para matar o pai adotivo.

O jovem não teve a identidade relevada, mas informou que a mãe e três irmãs colocavam remédio na comida de Anderson, o que teria provocado problemas de saúde ao pastor. Segundo ele, em fevereiro o pai teria mostrado uma ameaça de morte que tinha recebido.

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Lucas, que é apontado pelo irmão por ter recebido R$ 10 mil de uma de suas irmãs, para matar o pai, não estava na residência do casal quando o crime ocorrer. Mas de acordo com a polícia ele teria comprado a arma utilizada no crime.

Ainda segundo o depoimento do rapaz, ele disse que durante o assassinato do pai não houve barulho ou confusão. Flávio, um dos filhos do casal, que confessou ter dado seis tiros no pai, foi visto pelo irmão ao lado do corpo de Anderson, recolhendo uma mochila e o telefone celular dele. O aparelho teria sido entregue à mãe, Flordelis. A Polícia ainda não teve acesso ao objeto.

Segundo o filho, Flordelis teria afirmado que "a hora do pai estava chegando". Ele descreveu o comportamento desesperado dos parentes no velório como "teatro". A Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido da Polícia Civil e determinou a prisão temporária de Lucas e Flávio. O pedido foi feito ao Judiciário após os investigadores realizarem uma acareação entre Flávio e Lucas. 

 

Confira as informações passadas pela testemunha aos investigadores, conforme apurado pela TV Globo: 

- Ele afirma que não ouviu a discussão, barulho de carro ou moto em fuga no dia do crime; 

- Diz que encontrou o irmão Flávio ao lado de Anderson, que já estava caído; 

- Segundo ele, após o crime, sua namorada entregou o celular de Anderson para a deputada Flordelis 

- Ele afirma que Lucas, que agora está preso, e é apontado como um dos participantes do crime, recebeu uma proposta de R$ 10 mil de uma das irmãs para matar o pastor; 

- Ele aponta Flordelis, três irmãs, Lucas e Flávio como suspeitos de envolvimento no crime; 

- De acordo com ele, Flordelis disse a um de seus irmãos que a hora de Anderson estava chegando; 

- Ele afirma que três filhas do casal e Flordelis estariam colocando remédios na comida de Anderson, e que isso teria feito a saúde do pastor ficar comprometida; 

- Ele conclui dizendo que o comportamento de Flordelis e dos suspeitos durante o velório de Anderson foi um teatro. 
 

Nota da assessoria

Em nota divulgada pela assessoria da deputada federal, ela comunicou que não concederá entrevistas "sobre a lamentável ocorrência com o esposo, pastor Anderson". Informa ainda que "não houve e não há confissão do filho Lucas, fato confirmado pela delegacia de polícia que conduz as investigações".

A nota também amenta "as especulações que a cada momento a imprensa faz sobre o caso e pede que se aguarde o fim das investigações para se saber exato que ocorreu e os culpados pelo crime bárbaro que vitimou um homem de bem".