Ceará: o preço de "chegar" em todas as competições

O fato de ir até os "finalmentes" nas competições que disputa faz com que o aperto do calendário seja ainda mais grave

Vina comemora gol pelo Ceará com os braços levantados
Legenda: O Ceará venceu o Jorge Wilstermann-BOL na estreia da Copa Sul-Americana
Foto: Thiago Gadelha / SVM

O calendário brasileiro é um verdadeiro desrespeito ao futebol saudável. Isso é fato há anos. 

Porém, quando uma equipe vai avançando e chegando em fases mais agudas nas competições, ficando em situação complicada para definir em qual o foco será maior, esse desgaste é ainda mais complicado.

O Palmeiras no ano passado, por exemplo. Campeão da Libertadores e da Copa do Brasil, e só "abandonou" o Brasileirão na reta final, quando já estava escalando times alternativos. 

Esse ano, o Ceará teve que adotar a estratégia de priorizar Copa do Nordeste e Sul-Americana, em detrimento do Campeonato Cearense, porque era humanamente impossível ir jogando tudo, com a mesma base de time.

Ao perder a final do Nordestão, se viu na necessidade de olhar com mais carinho para o nosso "Manjadinho". Não vejo nada de outro mundo nisso. Porém, segue com chances boas de avançar na "Sula", que é o foco número 1 neste momento.

Se o único problema fosse o calendário desumano, era "só" abandonar alguma competição.

Entretanto, o fato de ter elenco, interesse e condições de ir conquistando os objetivos que vem pela frente, tornam o Ceará um dos times que mais jogam no Brasil, pelos êxitos que vem obtendo.