O que é ser jovem

Escrito por
Lúcia Helena Galvão Maya producaodiario@svm.com.br
Lúcia Helena Galvão Maya é filósofa e professora voluntária de Filosofia da Organização Internacional Nova Acrópole há 32 anos
Legenda: Lúcia Helena Galvão Maya é filósofa e professora voluntária de Filosofia da Organização Internacional Nova Acrópole há 32 anos

Passam-se as eras e entre as palavras-chaves quando pensamos em “Juventude” estão Energia, Coragem, Identidade e Criatividade. Palavras que só consideramos como virtudes se estiverem conectadas a Bondade.

Afinal, onde exercitar a energia? Apenas com o corpo físico? Ou para gerar ações positivas para a humanidade? E a coragem? Apenas para correr risco de morte? Ou para enfrentar os desafios do tempo presente? E a identidade, com o que o jovem hoje se identifica? Com figuras famosas pela exposição nas mídias sociais ou com personagens que deram exemplos de heroísmo altruísta em qualquer momento da história? E a criatividade? Para encontrar “jeitinhos” e zombar dos outros ou para encontrar soluções para fazermos um mundo melhor e mais feliz?

O jovem deveria somar modéstia, afeição (capacidade de sentimentos profundos), disposição para aprender, ou seja, querer saber o que que está por trás das aparências. Ter coragem de pensar por si só e não para ser aceito.

A Juventude está tão contaminada pelo egoísmo, vaidade, autoafirmação que despreza o antigo, o velho... e tem uma reação cega, velha em relação a ordem das coisas, quer construir um novo, sem ser novo, não quer mudar as coisas, simplesmente quer se autoafirmar. Não tem coisa mais velha no mundo do que o egoísmo e a vaidade. Se você quer renovar, brigue com esses dois. É uma boa briga!

O jovem que percebe que a ordem produz a criatividade, produz a inteligência, faz as coisas funcionarem. Ele pode expandir a ordem, não aboli-la e viver no caos. Ele quer expandir as possibilidades do universo, não aniquila-lo.

O filósofo indiano Sri Ram nos diz que isso seria a verdadeira juventude! Uma força fora do comum! E nos diz também que a forma psíquica condicional pode ser mudada. Isso é uma coisa curiosa, parece óbvio, mas no nosso mundo atual a quem não acredite que o ser humano pode mudar.

Nós podemos mudar! Isso é possível!

Lúcia Helena Galvão Maya é filósofa e professora voluntária de Filosofia da Organização Internacional Nova Acrópole há 32 anos

Víctor Costa é psicólogo
Víctor Costa
04 de Abril de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
03 de Abril de 2026
Alexandre Rolim é advogado
Alexandre Rolim
01 de Abril de 2026
Valeska Bastos é promotora de Justiça
Valeska Bastos
01 de Abril de 2026
Consultor pedagógico
Davi Marreiro
31 de Março de 2026
Gregório Barbosa é fotógrafo
Gregório Barbosa
28 de Março de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
27 de Março de 2026