Modelo de Participação Comunitária e Sustentabilidade Urbana

Escrito por Luciana Lobo ,
Luciana Lobo é secretária do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)
Legenda: Luciana Lobo é secretária do Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma)

Fortaleza está passando por uma transformação verde com a criação de mais espaços verdes acessíveis para os cidadãos. Não são apenas espaços físicos; eles são frutos de um processo colaborativo que envolve a participação ativa das comunidades locais. Estamos falando dos Microparques. O envolvimento, da sua concepção, acontece desde a escolha dos locais até a definição dos nomes. As comunidades têm voz e participam de discussões que moldam o futuro desses espaços.

Uma das suas principais vantagens é o senso de pertencimento que instigam na comunidade. Originados de demandas locais e construídos com o envolvimento direto dos moradores, esses espaços se tornam verdadeiramente parte da identidade dos bairros. Espera-se que essa sensação se estenda aos próximos que estão previstos para serem construídos, promovendo uma redescoberta das áreas públicas da cidade e fortalecendo os laços entre os cidadãos e seu ambiente urbano.

Desde o início do processo, os moradores são incentivados a se envolver ativamente, desde entrevistas domiciliares até a eleição de conselhos gestores. Essa abordagem inclusiva garante que atendam verdadeiramente às necessidades e desejos das comunidades que servirão.

O que relatei até aqui foi e é comprovado na construção dos primeiros sete equipamentos entregues. São eles: Aconchego, Prof. Rosely, Santa Luzia, Maria Zeneída, Seu Bené, Dona Bernadete e Paraíso Verde. Além desses, mais cinco estão em execução, a exemplo do Seu Evilário, Bosque Polar, Vila Verde, Loteamento Expedicionários e os Coelhos. A previsão é que até o final do ano a nossa cidade tenha 30 Microparques em bairros como Conjunto Ceará, Mondubim, Jacarecanga, Carlito Pamplona, Barra do Ceará, Vila Velha, Parque Dois Irmãos, Parque Manibura, Jangurussu, São Bento, Messejana, Lagoa Redonda, Vicente Pinzón, Cais do Porto, Sapiranga, Cidade dos Funcionários, Parangaba, José Walter e Jardim das Oliveiras.

Não se pode deixar de ressaltar que o projeto já teve reconhecimento internacional. Em 2022, com o prêmio AIPH World Green City Awards, como testemunho da eficácia e importância desse modelo. Classificado em primeiro lugar na categoria Living Green for Health and Wellbeing. Isso por ser um exemplo inspirador de como a promoção de espaços verdes pode contribuir para o bem-estar e qualidade de vida dos cidadãos.

Eles não são apenas espaços de lazer; eles são parte de um esforço mais amplo para tornar Fortaleza uma cidade mais sustentável e habitável. Integrados ao programa Fortaleza Cidade Sustentável, esses espaços verdes demonstram o compromisso da cidade com o equilíbrio entre áreas construídas e naturais, promovendo uma abordagem holística para o desenvolvimento urbano.

Luciana Lobo é secretária de Urbanismo e Meio Ambiente - Seuma
 

 

 
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