Endometriose e Fertilidade: Como a reprodução assistida pode ajudar

Escrito por Evangelista Torquato ,
Evangelista Torquato é diretor técnico do Grupo Sollirium
Legenda: Evangelista Torquato é diretor técnico do Grupo Sollirium
Como médico de reprodução assistida, é crucial entender a relação entre endometriose e fertilidade feminina. A endometriose, uma condição crônica, pode impactar significativamente a qualidade de vida das mulheres e sua capacidade de conceber naturalmente.
 
Portanto, abordar essa questão com sensibilidade e oferecer um plano de tratamento personalizado, que leve em conta as necessidades e preocupações únicas de cada paciente, é essencial.
 
Uma das principais preocupações das mulheres com endometriose é a possibilidade de infertilidade. Isso ocorre devido à presença de tecido endometrial fora do útero, que pode resultar na formação de aderências. Essas aderências podem afetar as trompas, prejudicando a capacidade do óvulo de encontrar e ser fertilizado pelo espermatozoide.
 
É importante ressaltar que nem todas as mulheres com endometriose terão dificuldades para engravidar. Algumas mulheres podem conceber naturalmente, enquanto outras podem precisar de assistência médica para alcançar a gravidez desejada.
 
Para mulheres com endometriose que desejam engravidar, a fertilização in vitro (FIV) é uma opção recomendada. Este procedimento envolve a estimulação dos ovários para produzir múltiplos óvulos, que são então coletados e fertilizados em laboratório.
 
Além da FIV, a cirurgia laparoscópica também pode ser uma opção viável em alguns casos. A remoção do tecido endometrial fora do útero pode melhorar a fertilidade em mulheres com endometriose leve a moderada.
 
No entanto, a decisão de realizar a cirurgia deve ser cuidadosamente ponderada, levando em consideração a gravidade da condição e os objetivos reprodutivos individuais da paciente.
 
É essencial que as mulheres com endometriose recebam um suporte abrangente durante sua jornada de fertilidade.
 
 Isso inclui não apenas o tratamento médico adequado, mas também o suporte emocional para lidar com o estresse e a ansiedade associados à infertilidade.
 
Como médico de reprodução assistida, é importante estar disponível para responder a todas as perguntas e preocupações da paciente e oferecer um cuidado compassivo e centrado no paciente em todas as etapas do tratamento.
 
Evangelista Torquato é diretor técnico do Grupo Sollirium
Consultor pedagógico
Davi Marreiro
16 de Abril de 2024