Diversificação e interiorização dos eventos em Fortaleza: precisamos ir além da “Beverly Hills”

Escrito por Kássio Cesar ,
Kássio Cesar é sócio diretor da Caixa de Evento
Legenda: Kássio Cesar é sócio diretor da Caixa de Evento
Fortaleza desperta no imaginário do turista nacional como uma cidade repleta de atrativos naturais e de eventos, o tipo da cidade litorânea que nunca para, de uma vida noturna intensa e de muito entretenimento, mas as aparências enganam, nem sempre é assim e no caso não é. Diante de todas as nossas belezas e potencial, gostaria muito de dizer que a cidade não para, tanto como empreendedor como nativo desta cidade que tanto amo.
 
Vivemos na sociedade da diversidade e como tal, precisamos ser múltiplos, com muito e diferentes serviços e propostas a oferecer. Precisamos descentralizar as ofertas de consumo de eventos, especialmente os culturais e de entretenimento, ou as festas que tanto animam os que aqui vivem, quanto aos que aqui vem em busca de diversão, tal descentralização, passa pela interiorização da cidade, nos concentramos muito na “Beverly Hills” a dita área nobre e de orla da cidade e esquecemos quão bela e cheia e encantos é nossa cidade pra além de tais limites bairristas, quer sejam geográficos ou imaginários.
 
Temos tanto a explorar nas áreas verdes, tais como Parque do Cocó, Parque da Maraponga, esquecido por muitos e pelo olhar público, sem falar dos nossos espelhos de águas, nossas lagoas, do Poraganbussu, Parangaba e voltamos a Maraponga.
 
Falando de áreas de litorâneas, o nosso belo cartão-postal, a Barra do Ceará, cheia de encantos e potencialidades turísticas, mas esquecida, pela iniciativa privada e pública, a cidade está cansando ou cansada das mesmices, o Turista vem, acha legal o que oferecemos, pode voltar outras vezes sim, a final a cidade é linda, mas qão sustentável isso é?
 
O bom negócio é quando o freguês volta inúmeras vezes e pra isso, precisamos ter diversidade na oferta e nunca esquecer da máxima do Turismo: pra cidade ser boa para o turista, ela precisa ser boa sobretudo para os que nela vivem.
 
Finalizo afirmando que bairros e comunidades da periferia, muitas vezes negligenciados, podem ser beneficiados por uma programação cultural diversificada, que celebre suas tradições locais e promova a inclusão social.
 
Kássio Cesar é sócio diretor da Caixa de Evento 
 
 
 
 
 
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