A indústria e as ameaças hackers

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Escrito por Alberto Jorge ,
CEO da Trust Control e especialista em cibersegurança
Legenda: CEO da Trust Control e especialista em cibersegurança

As invasões de cibercriminosos no setor industrial são um fator de grande preocupação, principalmente na atualidade, em que está cada vez mais difundido o conceito de Indústria 4.0, que integra tecnologias digitais avançadas à manufatura tradicional. Infelizmente, nos últimos anos, alguns casos tiveram grandes impactos, como o da Colonial Pipeline, nos Estados Unidos, em 2021, alvo de um ataque cibernético que resultou no roubo de mais de 100 Gb de informações e na interrupção do fornecimento de combustíveis para a Costa Leste dos Estados Unidos; ou do Grupo JBS, que em 2021 sofreu um ataque de ransomware que paralisou suas operações, com prejuízos de aproximadamente US$ 11 milhões.

A constatação é que os cibercriminosos estão cada vez mais se aproveitando de certas fragilidades da automação industrial para cometer os ataques. Esses sistemas, anteriormente isolados da internet, agora estão conectados em rede, tornando-os alvos bastante atrativos. Esses ataques podem causar desde interrupções na produção, prejudicando a cadeia de abastecimento, até o roubo de dados confidenciais e sabotagem de sistemas.

No caso da Colonial Pipeline, o incidente cibernético provocou não apenas prejuízos para a companhia, mas elevou o preço dos combustíveis em até 3% no mercado norte-americano. Esse fato demonstra os impactos destrutivos que uma invasão hacker pode provocar.

É muito importante que as companhias façam um monitoramento constante das fragilidades, especialmente no que diz respeito a certos dispositivos que apresentam riscos, como sensores, controladores e outros interligados à rede, que podem ser pontos de entrada para ataques. Também requerem muita atenção softwares e sistemas, cujas vulnerabilidades em podem ser exploradas por hackers.

Dessa forma, investir em segurança cibernética não é apenas um custo, mas uma necessidade estratégica para garantir a proteção das operações industriais e a competitividade das empresas. A indústria 4.0 tem o potencial de revolucionar a manufatura, mas precisa estar preparada para os desafios de segurança que a nova era tecnológica apresenta.

Alessandro Almeida é diretor comercial da MRV&CO
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