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Fortaleza se consolida como 'capital da cerveja' no Nordeste

Cidade cearense reúne a segunda maior concentração de cervejarias fora do eixo Sul-Sudeste.

Escrito por Luciano Rodrigues luciano.rodrigues@svm.com.br
29 de Maio de 2026 - 08:00
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Legenda: Fortaleza tem a maior quantidade de cervejarias do Nordeste.
Foto: Kid Júnior.

Fortaleza é a cidade nordestina com o maior número de cervejarias. A "Capital da cerveja" no Nordeste tem 11 estabelecimentos produtores da bebida, mais do que qualquer outro município da região.

As informações constam no Anuário da Cerveja 2026, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) baseado em dados do ano passado.

A Capital cearense está empatada com Florianópolis (SC), Joinville (SC) e Maringá (PR) na nona posição nacional com o maior número de cervejarias. Fortaleza detém 0,56% do total de cervejarias do País, cerca de 2 mil estabelecimentos. 

São Paulo (SP), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) são as cidades brasileiras com o maior número de cervejarias. O Sul e o Sudeste brasileiros concentram o maior quantitativo das indústrias no País.

Por que Fortaleza se posiciona como maior cidade cervejeira do País?

O presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Márcio Maciel, explica os fatores que contribuíram para o resultado. 

Fortaleza tem um clima perfeito para tomar cerveja. Além disso, estamos vendo melhoras ao longo dos anos no cenário econômico e isso encontrou resposta não só do empreendedor, que está abrindo novas cervejarias, mas também das grandes cervejarias. Vemos cervejas premium sendo produzidas aí, que acabam encontrando eco na população que tem renda para consumir isso".
Márcio Maciel
Presidente-executivo do Sindicerv

De acordo com ele, como Fortaleza detém a quarta maior população do País - atrás apenas do trio São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília -, é natural que a concentração de cervejarias busque áreas de grande público.

Chope versus cerveja: qual deve predominar em Fortaleza?

Ainda na análise do mercado cervejeiro na Capital, Maciel opina sobre a venda de chope, que ele chama de "cerveja viva", por ser um produto mais fresco em relação à cerveja engarrafada ou enlatada.

Para ele, ainda que cada uma das duas opções, seja da cerveja envasada ou da cerveja em formato de chope, encontre públicos consumidores, a estratégia e a localização de onde o produto está sendo comercializado deve ser um pensamento frequente.

"Chope é normalmente produzido no local de venda ou muito próximo dele. Chope é algo que vem no Brasil do Rio de Janeiro. Tem chopes locais, dos bares e das grandes marcas. A distribuição normalmente ou é feita no bar em que é feito, ou então em bares e restaurantes que têm grande volume de clientes", explica. 

"São lugares que têm muita rotatividade porque o barril de chope não pode ficar muito tempo parado, dura só alguns dias, e é um pouco mais caro. Normalmente se encontra chope sendo vendido em locais do tíquete médio maior. Por isso, o chope nunca vai tomar o lugar da cerveja de garrafa. Tem opção para todo mundo", observa Maciel.

Veja o ranking das cidades que mais têm cervejarias no Brasil segundo o Anuário da Cerveja 2026:

  1. São Paulo (SP): 61 cervejarias;
  2. Porto Alegre (RS): 35 cervejarias;
  3. Curitiba (PR): 25 cervejarias;
  4. Belo Horizonte (MG): 24 cervejarias;
  5. Caxias do Sul (RS), Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro (RJ): 21 cervejarias cada;
  6. Brasília (DF), Nova Lima (MG) e Ribeirão Preto (SP): 18 cervejarias cada;
  7. Blumenau (SC), Sorocaba (SP) e Vila Velha (ES): 15 cervejarias cada;
  8. Jaraguá do Sul (SC): 12 cervejarias;
  9. Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Joinville (SC) e Maringá (PR): 11 cervejarias cada;
  10. Campinas (SP), Guarapuava (PR), Santa Cruz do Sul (RS), São José do Rio Preto (SP) e Uberlândia (MG): 10 cervejarias cada.
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