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Diferença deve-se a erros operacionais, diz setor

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
10 de Abril de 2016 - 00:00
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Legenda: Segundo representantes do comércio e serviços, orientação é a de sempre respeitar o Código de Defesa do Consumidor
Foto: Foto: Miguel Portela

Enquanto milhares de produtos são etiquetados várias vezes durante a semana nas lojas e supermercados, é possível que aconteçam erros durante o processo. Essa é a explicação dos setores comerciais de Fortaleza sobre porque é tão comum que os preços anunciados nas prateleiras muitas vezes não condizem com o que é cobrado na hora de passar o produto no caixa.

> De olho no preço

>Ao pagar, consumidor deve confirmar o valor da etiqueta

>Empresas devem garantir todas as informações

De acordo com Nidovando Pinheiro, vice-presidente da Associação Cearense de Supermercados (Acesu), quando a empresa modifica o preço de uma carga de produtos que estão expostos, seja para mais ou para menos, a nova informação é enviada toda de uma vez para a impressão e, em seguida, cabe aos colaboradores fazer a troca das etiquetas nas prateleiras.

"É um trabalho manual. Muitas vezes a origem da divergência dos preços está na hora em que o colaborador troca a etiqueta e esquece de colocar uma, ou de tirar outra que já estava lá", apontou o vice-presidente. "Todo supermercado está muito preocupado com essa questão e tem procurado fazer correções. Até porque a própria imagem da empresa não fica legal".

Falha na carga

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL Fortaleza), Severino Ramalho Neto, reforça o posicionamento do vice-presidente da Acesu, destacando que as divergências nos valores acontecem por erros operacionais. "Enquanto a precificação nas prateleiras é manual, com a emissão de uma etiqueta de papel, na maioria das lojas, o caixa é abastecido de forma eletrônica. Com o processo inflacionário em alta, há muitos aumentos ou mesmo diminuição no preço de produtos".

O erro pode acontecer até mesmo em estabelecimentos que utilizam a etiqueta eletrônica, segundo o vice-presidente da Acesu, mesmo tendo sido desenvolvidas justamente para evitar essas ocorrências, dispensando o trabalho de impressão e de afixação manual. "Acontece de algumas etiquetas não receberem a carga. É aconselhado que um funcionário saia conferindo se houve algum erro", apontou.

Procedimento

Ambos representantes destacam que, sempre que alguma divergência acontecer entre a etiqueta fixada nas gôndolas e o caixa, na hora de pagar as compras, a orientação dada aos funcionários é a de respeitar o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e garantir o menor preço ao cliente.

"Muitas vezes a empresa faz uma promoção e acontece uma divergência, mas o intuito não é de errar, nem de criar atrito. Toda vida que isso acontecer, o cliente deve pagar o preço mais barato sempre", destacou o presidente da CDL Fortaleza. (YP)

Involuntário

"Muitas vezes, a empresa faz uma promoção e acontece uma divergência, mas o intuito não é de errar, nem de criar atrito"

Severino Ramalho Neto - Presidente da CDL Fortaleza