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De olho no preço

Cuidados com dinheiro são redobrados em momentos de dificuldade econômica

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

Os consumidores estão sentindo no bolso o agravamento da crise econômica, com reflexos diretos nas finanças pessoais, ocasionados pela escalada dos preços, do dólar, do desemprego, dos juros e dos impostos. Nesse cenário, todos estão mais cuidadosos com os gastos e, ao mesmo tempo, estão mais atentos às infrações aos direitos do consumidor.

>Ao pagar, consumidor deve confirmar o valor da etiqueta

>Empresas devem garantir todas as informações

Uma pesquisa realizada pela Nox4Think e encomendada pela Dotz revelou, na última semana, que a solução de 93% dos brasileiros para equilibrar o orçamento tem sido selecionar melhor os gastos, mantendo alimentação e medicamentos como prioridade, e mudar os hábitos de consumo (60%). Com essa mudança no comportamento do brasileiro na hora das compras, os preços têm grande impacto na hora em que o consumidor decide se vai ou não levar o produto ou contratar o serviço.

Essa tendência também é demonstrada pelo estudo realizado pelo site Zoom, em parceria com a Consumoteca, entre 2013 e 2016. O levantamento mostrou que a preocupação com os valores dos itens ofertados em lojas virtuais passou de 19% para 37% do público consumidor que utiliza esse canal de compras no Brasil. Ao todo, a apreensão em relação ao preço passou da última para a segunda prioridade no momento da compra

Ainda que não exista uma pesquisa semelhante aplicada às lojas físicas, a percepção do varejo reafirma a tendência de aumento da relevância do preço mais barato, conforme apontou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Fortaleza, Severino Ramalho Neto. "Em época de crise, com o orçamento encolhido, o consumidor acaba escolhendo mesmo o produto mais barato", apontou. "Existe essa tendência de o preço ganhar força na crise, quando o orçamento não permite optar pela qualidade".

Maior atenção

E é nesse cenário que o consumidor se mostra mais atento aos preços expostos pelos comerciantes. Muitas vezes, erros como divergência de valores anunciados e cobrados no caixa ou ausência de etiquetas de preço em produtos podem levar as pessoas ao engano e, assim, acabarem comprometendo ainda mais o orçamento.

A dona de casa Niany Nunes conta que, várias vezes, já escolheu um produto na prateleira do supermercado com determinado preço e, no caixa, foi cobrado um valor mais alto. "Aí tem que chamar o rapaz para ir olhar a etiqueta. As pessoas da fila acham ruim porque demora e porque é uma questão de centavos, na maioria das vezes. É bem constrangedor", apontou. "Mas sempre reclamo e pago o menor preço, ou então deixo de levar".

Diferença no orçamento

Ela disse já ter encontrado um bacalhau que estava em promoção e, no caixa, o preço cobrado foi mais de R$ 40 do que o anunciado. "Isso faz diferença no orçamento. Eu sempre gosto de vir no mercado com calma, até por que, quando tem aquelas promoções do tipo 'compre três, pague dois', às vezes, se você não passar junto, ou se você colocar junto e o caixa passar separado, não ganha o desconto", pontuou.

Nas próximas páginas, você pode conferir quais são os seus direitos como consumidor e os deveres dos lojistas na hora de disponibilizar os preços dos produtos, além de saber como proceder para realizar um denúncia ao ver uma infração.

Na hora da compra

Problemas com os valores

"Eu peguei um objeto da prateleira que estava com um preço e, quando cheguei ao caixa, era outro. A moça disse que o preço que eu tinha visto era para atacado, mas não tinha nada lá que informasse isso. Não comprei"

Maria Helena - Aposentada

"Acabou de acontecer comigo. Um recipiente estava na promoção por R$ 19 e, quando passou no caixa, era R$ 24. Isso acontece muito, mas hoje deu certo e paguei o menor preço. Se não ficar atento, você dança"

Madalena Lameu - Aposentada

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