Vojvoda revela bastidores de momentos difíceis no Fortaleza e agradece apoio de jogadores
O Tricolor goleou o Bragantino por 6 a 0
O Fortaleza goleou o Bragantino por 6 a 0, na penúltima rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira (9), na Arena Castelão. Foi a maior do torneio de 2022. O time comandado por Vojvoda entrou na zona da pré-Libertadores. O técnico fala da paixão do nordestino por futebol, cita a estabilidade como ponto importante para avaliar a permanência dele no clube e revela bastidores de momentos difíceis.
O Tricolor passou quase todo o 1º turno na zona de rebaixamento e conseguiu se recuperar na segunda metade do campeonato. Vojvoda explica o papel da diretoria nos momentos difíceis e como ele acreditava no grupo.
Perdemos muitas partidas que não merecíamos. A diretoria teve tranquilidade para analisar outras situações. Havíamos vencido o estadual, a Copa do Nordeste, havíamos avançado de fase na Libertadores pela primeira vez, continuamos na Copa do Brasil... Então, eu sentava com eles e dizia: Se estou cumprindo os objetivos, por quê?. Não sei se era pressão da diretoria, de outras pessoas, da imprensa... Os objetivos se cumprem ao final. A análise tem que ser feita ao final. Se você confia um ano a um treinador, este é o projeto. Então, por três ou quatro resultados, então seu projeto não serve. A diretoria está para os momentos de pressão, para tomar decisões fortes. Estamos acostumados no futebol é que a decisão forte é sempre tirar o treinador. Quando a decisão forte, muitas vezes, é outra: sustentar o treinador. Não falo por mim, é sustentar treinadores de outros times também. Falamos de processo, do que o futebol tem que melhorar. Essa é a análise que faço. A diretoria sustentou porque estavam no dia a dia no campo, observavam o trabalho e que estávamos trabalhando com responsabilidade. A análise tem que estar além do resultado.
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Carinho da torcida
A diretoria tricolor já deixou claro que deseja a permanência de Vojvoda na próxima temporada. O técnico explica que a estabilidade, encontrada no Tricolor, é um ponto importante quando analisa proposta de trabalho.
“Esse carinho pelo Fortaleza vai existir sempre. Quando analiso opções de trabalho também analiso as pessoas que estão me escolhendo. O que querem de mim? Somente para ganhar ou para que o clube cresça? Logicamente, todos queremos ganhar. Mas essa é uma pergunta que temos que fazer. É difícil, mas tem que ser assim. Estamos no Nordeste, é tudo mais difícil pela distância, mas o futebol nordestino tem capacidade de continuar crescendo porque a paixão pelo futebol é muito alta. No Nordeste se vive isso. O nordestino tem que se sentir importante por isso também. O campo está sempre cheio, não só em Fortaleza. Isso é o futebol na essência pura. Eu gosto disso”, disse o técnico.
O técnico do Leão relembra os momentos difíceis e da importância do apoio dos jogadores.
"Um aprendizado nestes quase dois anos que tive neste mundo do Fortaleza. Eu lembro cada momento, os complicados... Quando o time perdia, eu acreditava no time. E este ano, nos momentos muito complicados, eu sentia o apoio dos jogadores e eles respondiam. É somente agradecimento, principalmente aos jogadores. Tenho que agradecer a diretoria, aos torcedores, mas os que jogam, os que entram em campo, os que me defendem, são os próprios jogadores. Todos são importantes. O futebol é momento. Tenho um trabalho que tenho que escolher, tenho que procurar rendimento, e eles entendem isso. Quando você tem um grupo que entende isso é um grupo que quer mais. E que vai continuar crescendo como o clube, esse espírito está no Pici", concluiu o técnico.
Ainda na briga por vaga na Liberta, o Fortaleza visita o Santos, na Vila Belmiro. Os times se enfrentam no domingo (13), às 16h (de Brasília).
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