Grupo de conselheiros do Ceará pede saída de presidente João Paulo Silva; entenda processo
Ao todo, 26 associados enviaram um documento com a solicitação
Um grupo de conselheiros do Ceará Sporting Club protocolou, na última segunda-feira (4), um pedido de abertura do processo de impeachment contra o presidente alvinegro João Paulo Silva junto ao Conselho Deliberativo. A cobrança interna se intensificou após a divulgação do déficit de R$ 85 milhões do balanço financeiro da equipe referente à temporada de 2025, que culminou com a solicitação alegando “graves irregularidades” na atual gestão.
Ao todo, o documento é uma posição de 26 conselheiros, que correspondem a 7% dos associados. O pedido foi enviado para Márcio Forti, presidente do Conselho Deliberativo.
Em contato com o Sistema Verdes Mares, o mandatário informou que a queixa está sob análise, mas o estatuto da instituição prevê que qualquer solicitação realizada pelo menos 20 conselheiros exige a marcação de uma reunião para as tratativas. A reclamação formal, inclusive, solicita a criação de uma Comissão Sindicante independente para a abordagem do assunto, posteriromente evoluindo para a destituição de João Paulo Silva do cargo.
Qual o próximo passo?
Após o envio, cabe ao presidente do Conselho avaliar e, se julgar necessário, realizar a marcação do encontro. Logo, o documento inicia um movimento, mas não tem efeito direto de exercer o impeachment ou processo administrativo. Um passo mais significativo só pode ocorrer depois da deliberação junto ao Conselho, com avaliação das provas então apontadas para o diagnóstico e validação ou não do rito junto aos demais associados.
No entendimento dos 26 conselheiros que formalizaram a iniciativa, os documentos listados "autorizam reconhecer que o atual dirigente máximo praticou diversos atos de gestão temerária desde que assumiu o clube no começo do ano de 2023, causando enorme prejuízo para a instituição, o que autoriza não só a sua destituição, como a sua responsabilidade pessoal pelos danos causados". Apesar disso, cabe ao Conselho também compreender esse juízo. Caso contrário, o pedido não segue em frente.