MP denuncia piloto Pedro Turra por homicídio doloso após morte de adolescente no DF

Jovem morreu após 16 dias internado

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Redação jogada@svm.com.br
Legenda: Pedro Turra, piloto.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) pediu que o piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19, seja condenado a pagar pelo menos R$ 400 mil à família do adolescente agredido em 23 de janeiro, em Vicente Pires (DF). O jovem morreu após 16 dias internado em estado gravíssimo. O MP denunciou o suspeito por homicídio doloso qualificado, afirmando que ele agiu de forma “livre e consciente”.

A Promotoria considera o crime motivado por motivo fútil, iniciado após “uma discussão banal por causa de um cuspe”. Segundo a denúncia, Turra assumiu o risco de matar o adolescente ao aplicar diversos socos, que resultaram no traumatismo craniano que causou sua morte. O piloto segue preso preventivamente. A Justiça decidirá se aceita a denúncia e se ele será julgado pelo Tribunal do Júri.

Investigação

A apuração sobre o caso ganhou novos desdobramentos. A Polícia Civil concluiu que a primeira versão, a de que a discussão teria começado por causa de um chiclete, não é verdadeira. De acordo com os investigadores, as evidências reunidas até agora apontam para um possível “acerto de contas”, motivado por ciúmes envolvendo a ex-namorada de um amigo de Pedro Turra.

A defesa da vítima afirma que o ataque foi premeditado e provocado por questões de ciúmes relacionadas à ex-namorada de outro piloto, próximo de Turra. Segundo essa linha de investigação, o grupo teria se deslocado ao local já com a intenção de iniciar a briga.

O advogado da família, Albert Halex, também relata que há sinais de que todos os envolvidos chegaram juntos à festa e que o adolescente teria sido chamado para fora pouco antes da agressão. 

Entre os materiais apreendidos pela polícia estaria um áudio indicando o propósito de “cumprir” um acordo, o que reforçaria a tese de emboscada. A defesa de Pedro Turra ainda não comentou as novas informações.

O advogado Albert Halex, que representa a família do adolescente, afirma que há indícios de que os envolvidos chegaram juntos à festa e que a vítima teria sido chamada para fora pouco antes da agressão. Um áudio apreendido pela polícia, segundo a defesa, indicaria a intenção de “honrar” um combinado, reforçando a tese de emboscada. A defesa de Pedro Turra não se manifestou sobre essas alegações.

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