Boletim da transparência do Fortaleza cita negociações de jogadores e plano de trabalho para 2026
Documento também explica mudanças no Conselho de Administração
O Diário do Nordeste teve acesso, nesta quinta-feira (5), ao primeiro Boletim Transparência em Foco. No documento, o Fortaleza detalha a reestruturação financeira após a queda para a Série B e as negociações de alguns jogadores, além do plano de trabalho para 2026. O texto é assinado por Bruno Cals, presidente do Conselho de Administração, e por Pedro Martins, CEO da SAF do clube.
A diretoria da SAF ressalta que, com o rebaixamento, a queda de receita foi de mais de 60%. O intuito da administração é divulgar essas informações três vezes ao ano. Além disso, o texto traz uma avaliação sobre o mercado de futebol no Brasil e pontua que segue fazendo mudanças internas.
"No âmbito do Conselho de Administração, foi aprovado a constituição de três comitês de assessoramento: Comitê de Futebol, Comitê de Pessoas/RH e Comitê de Finanças. (....) Estamos em fase de instalação destes comitês que, inicialmente, terão no mínimo 3 e no máximo cinco membros, todos não remunerados para esta atividade, dos quais um representante do Conselho de Administração como coordenador do comitê, um membro da diretoria executiva e um membro independente", afirma trecho.
No tópico Plano de Trabalho 2026, a SAF explica como as decisões, em várias instâncias, foram tomadas. Em janeiro deste ano, já com a implementação da nova governança, foi iniciada a mudança estrutural. Outro tópico traz "Cenário Financeiro e Decisões Emergenciais. Além da queda de receita após o rebaixamento para a Série B, o documento explica que "o clube havia recorrido à antecipação de receitas como tentativa de manutenção da equipe ainda na Série A, o que resultou em um cenário de caixa bastante restrito no início do novo ciclo."
No parágrafo, explica como classificou os atletas para encaminhar as negociações:
"Diante dessa realidade, estruturamos de imediato um plano de trabalho com o objetivo de classificar o elenco entre ativos esportivos, atletas que o clube buscaria manter por mais tempo, seja para aproveitamento esportivo, seja para uma negociação futura em momento mais oportuno, e passivos financeiros, caracterizados por atletas com custos elevados e incompatíveis com a realidade atual do clube e do mercado. A partir dessa classificação, o Fortaleza iniciou as negociações necessárias dentro de um espaço de tempo reduzido."
RESCISÕES DE ATLETAS E MONTAGEM DO ELENCO PARA 2026
O documento também explica as rescisões de Marcelo Benevenuto, Bruno Pacheco, Felipe Jonathan, Weverson Costa, José Welisson, Emmanuel Martínez, Deyverson Brum, Juan Martín Lucero e Helton Leite. O Tricolor do Pici não encontrou clubes que pudessem arcar com os altos salários desses jogadores, que também não tiveram propostas para aquisições definitivas.
Também as saídas de Matheus Pereira, Eros Mancuso, Yeison Guzmán, Allanzinho, Imanol Machuca Pablo Roberto e Benajmín Kuscevic. Além das negociações de Herrera, Moisés e Adam Bareiro.
Em outra parte do Boletim, a SAF detalha o organograma utilizado dentro do clube para reorganizar e otimizar os processos. Lá são explicados os traablhos da Gestão Técnica, Operações do Futebol, Mercado e Planejamento e Controle. A partir daí, explica como ocorreu a montagem do elenco para a temporada.
"A partir das possibilidades orçamentárias efetivamente identificadas, tornou-se necessário redimensionar o plano inicialmente concebido, uma vez que havia clareza de que, naquele formato, o clube não conseguiria cumprir as metas financeiras estabelecidas."
"O objetivo central passou a ser a formação de uma equipe competitiva para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, com rigor absoluto no cumprimento do orçamento
definido."
Ao todo, 15 atletas foram contratados em 2026, sendo dez por empréstimo e cinco em definitivo. O Leão do Pici explica alguns critérios para a chegada desses atletas.
"(...) os jogadores foram incorporados dentro de uma lógica clara de rejuvenescimento do elenco, aderência à ideia de jogo e às características da competição, identificação de oportunidades de mercado e adoção de um modelo no qual a permanência está diretamente vinculada à performance esportiva ao longo da temporada."