Bate-papo com os craques: atacante Ari faz balanço da carreira na Europa e no Brasil; ouça

Atacante do Krasnodar, da Rússia, conta como foi o início de carreira no Fortaleza, os detalhes de se aventurar no velho continente, do episódio de racismo sofrido ano passado e da carreira como gestor

Legenda: Ari comemora os feitos na carreira como jogador na Europa e também os avanços como investidor do futebol
Foto: Camila Lima

Uma entrevista daquelas que vale a pena acompanhar. O jogador Ari, de 34 anos, é atacante do Krasnodar, time da primeira divisão russa, além disso, é dono do Atlético Cearense e investe pesado para o futuro do clube no cenário estadual. 

Mas antes de se tornar dirigente do futebol, Ari sempre quis ser jogador e é ainda um dos melhores centro-avantes do futebol russo. O início foi nas categorias de base do Fortaleza e, como a maioria dos jogadores dizem, não foi nada fácil. O atleta teve de conciliar, ainda jovem, a transição dos juniores ao profissional com a vida pessoal. 

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“Eu sempre digo para os garotos que estão começando que a minha trajetória foi difícil. Eu vim de uma família pobre e encontrei muitas dificuldades até chegar no Fortaleza. Eu sempre achei que para chegar no time profissional o cara tinha que fazer chover. Os clubes maiores do Ceará sempre davam oportunidades para jogadores de fora. Na época, eu fui chamado pelo Dorival Júnior que era um cara que gostava de trabalhar com a base. Ali eu senti que poderia ter a oportunidade de arrebentar e realizar tudo que eu sonhava”, contou Ari, que fez apenas seis jogos pelo Tricolor de Aço.

Auge

O grande momento da vida futebolística de Ari foi na Europa. Entre os anos de 2006 até hoje, ele atua no velho continente, onde passou pela Suécia, Holanda e Rússia. No país da última Copa do Mundo, foi sem dúvidas o seu auge, onde chegou a jogar com nomes importantes do futebol, foi convocado pela seleção da Rússia após se naturalizar e pode fazer parte do grupo que vai à Copa de 2022, no Catar. 

“Eu fiquei três anos e meio no Spartak Moscou e tive a oportunidade de jogar a UEFA Champions League. Depois daí foi só realizando sonhos e aparecendo coisas boas na minha vida aqui. Depois o Lokomotiv Moscou que me abriu as portas da seleção russa e agora no Krasnodar continuo vivendo um grande momento, não só como atleta, mas como gestor de uma equipe”, disse o atacante. 

Porém, foi na Rússia que ele viveu um dos piores momentos da carreira. Ano passado foi alvo de injúria racial por Pavel Pogrebnyak, jogador do Klub Ural com passagem pela seleção, que questionou a “presença de um negro” na lista. Na época o brasileiro reagiu dizendo que a polêmica não merecia atenção. 

“Continuo com a mesma opinião. Um cara desses não merece atenção. Esse fato não me atinge porque tenho a cabeça tranquila. Apenas me fortalece. É só mais um caso entre tantos que já tive que lidar. Passei por tantas dificuldades já que isso nem me preocupa. Aqui na Rússia isso já aconteceu com o Roberto Carlos e o Hulk. Eu não sou o único e nem o último", afirmou o jogador. Você confere a entrevista completa no site da Verdinha e Diário do Nordeste.

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