Antero Neto se prepara para cobertura das Olimpíadas de Tóquio com desafio do fuso horário

Jornalista cearense vai narrar jogos do evento esportivo que começa, oficialmente, nesta sexta-feira (23)

Foto posada de Antero
Legenda: Para Antero, o fuso horário com diferença de 12 horas do Brasil será o maior desafio
Foto: Fabiane de Paula / SVM

Com mudanças na rotina e muito estudo, o jornalista esportivo Antero Neto se prepara para a cobertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que começam oficialmente nesta sexta-feira (23). O cearense foi para o Rio de Janeiro narrar competições do evento, que terá transmissão pela TV Verdes Mares

Para Antero, o fuso horário com diferença de 12 horas do Brasil será a maior dificuldade para as transmissões. “Eu até tinha colocado, no Instagram, que estava fazendo o desafio de virar o fuso. Mesmo que eu não esteja no Japão, precisarei seguir o horário japonês e trabalhar de madrugada”, disse. 

Assim, terá de se adequar à mudança na rotina e “ficar acordado na madrugada e dormir durante o dia”. 

“A questão do fuso será a mais complicada, mas tenho certeza que a adrenalina da transmissão fará com que o sono depois venha melhor. Se não, depois a gente coloca o sono em dia”, brincou. 

Antero explicou que a logística para cobrir os Jogos Olímpicos é como a já utilizada no futebol, com cerca de  duas telas de TV na cabine de transmissão. O diferencial é o auxílio de softwares para atualização parcial e imediata para esportes que têm tomada de tempo. Dentre eles, atletismo e remo.

“Esses computadores são uma espécie de ‘colinha do tempo real’. A diferença é que esse programa tem as provas, a listagem de quem vai competir, mais informações e o que está acontecendo em tempo real”, detalhou. 

Experiência em Olimpíadas

A primeira cobertura do jornalista em Olimpíadas foi dos Jogos de Londres, em 2012.

"Não foi uma narração constante, mas narrei alguns eventos, principalmente, de futebol das Olimpíadas de 2012. Foi muito legal porque foi o primeiro contato com a grande cobertura", recorda-se. 

"Naquela época, acho que ainda não tinha nem nascido para a narração. Mas hoje posso dizer que tem um entendimento e uma compreensão maior do que é a cobertura da responsabilidade dos Jogos Olímpicos. Hoje, me considero mais seguro, digamos assim, e mais por dentro da própria narração", compartilha Antero Neto.

Desafios e estudos

As Olimpíadas em Tóquio terão 11 mil esportistas de diversas nacionalidades para disputas em 46 modalidades. Nesse contexto, a pronúncia de alguns nomes também pode ser um desafio.

Antero diz que os estudos para a cobertura são voltados para os próprios esportes, mas, em alguns casos, pode ocorrer a preparação para mencionar alguns atletas.

“A maior dificuldade que eu encontro são nomes do Leste Europeu. Os asiáticos nem tanto, pois nomes japoneses não são tão complexos, mas os do Leste Europeu são”, observa. 

Ele ponderou que, antes da narração, pode fazer uma leitura dos principais nomes e pedir o auxílio de comentaristas que já cobrem determinado esporte.  

Apostas das Olimpíadas de Tóquio

Antero Neto apontou que o Brasil tem grandes apostas para a competição, como a jogadora Marta, além das cearenses Silvana Lima (surfe) e Rebeca Silva (vôlei de praia). 

“No Ceará, a Volta de Jurema foi um berço do vôlei de praia. Sempre surgem, no vôlei de praia, duplas fortes na disputa. Sempre que converso com especialistas, eles falam que o Centro de Formação Olímpica e Paralímpica (CFOP) é espetacular para natação, ginástica e outros”, disse.

“Que esse espaço possa ser mais bem utilizado e que possamos ter mais representação cearense, que traz um orgulho danado para a gente”, completa. 

Dentre os esportistas estrangeiros, ele cita Novak Djokovic (tênis), Kohei Uchimura (ginastica artística) e Teddy Riner  (judô). 

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