Giovanna Antonelli relembra gravações na Amazônia para 'Rio de Sangue': 'Corpo sentia tudo'

Atriz contou do esforço físico necessário para contar história de ação nas telas do cinema.

Escrito por Mylena Gadelha mylena.gadelha@svm.com.br
22 de Abril de 2026 - 18:25
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Legenda: Giovanna Antonelli e Alice Wegmann interpretam mãe e filha no filme.
Foto: Divulgação/Bárbara Vale.

O longa "Rio de Sangue" estreou nos cinemas brasileiros na última quinta-feira (16), marcado pelo retorno de Giovanna Antonelli ao cinema. Na pele da personagem Patrícia Trindade, uma policial ameaçada pelo narcotráfico, a atriz relembrou, em entrevista ao Diário do Nordeste, o processo de gravação da obra no meio da Amazônia brasileira. "Foi muito físico, em um calor extremo. Não tinha como fingir porque o corpo sentia tudo", explicou.

Focando na história de Luiza (Alice Wegmann), filha de Patrícia sequestrada por garimpeiros, o filme mergulha na ação para se concretizar como um thriller policial imerso em um cenário geográfico e climático desafiador. A Amazônia, nesse caso, virou quase uma personagem extra.

Segundo Giovanna, todos esses detalhes demandaram entrega "total" do elenco. "Amazônia não foi só uma locação. Ela é essa personagem na história. Tem uma grandiosidade ali que te coloca no seu tamanho real. Você entende logo que não controla nada. A natureza dita o ritmo, tira do conforto. Foi uma experiência quase visceral", delimitou a artista.

Meses de gravações

Dois meses de filmagens no Pará, entre Santarém e Alter do Chão, exigiram das atrizes muito mais do que técnica artística. Para Alice, que também relatou a experiência em entrevista, o trabalho na produção se tornou algo mágico, não somente pela história, mas também por todo o processo necessário para construí-la.

"Foram coisas que não sei se vou viver de novo, então aproveitei ao máximo cada segundo", emocionou-se ao contar. O roteiro parte do momento em que Luiza, médica humanitária, é sequestrada por garimpeiros na Amazônia. Diante da situação delicada, Patrícia parte em uma jornada de resgate, cheia de tensão pela ação e também pela relação maternal entre as duas, forçada ao extremo do desespero.

Giovanna Antonelli contou sobre as diárias de gravações exaustivas, mas cheias de significado, durante as gravações do longa.
Legenda: Giovanna Antonelli contou sobre as diárias de gravações exaustivas, mas cheias de significado, durante as gravações do longa.
Foto: Divulgação.

Giovanna ressaltou, inclusive, como o peso da história surgiu em meio às gravações. "A emoção veio junto com o limite dessa mulher quebrada, que precisa agir no meio do caos", contou, reforçando também que o fato de mulheres como protagonistas da história, essencialmente de ação, também se tornou um ponto forte para adicionar densidade ao que o longa conta.

Sobre o ponto, inclusive, a atriz disse acreditar na relevância das histórias capazes de unir ação e propósito em um cenário "tão potente". Segundo ela, o filme pode ser visto como uma renovação necessária para o gênero no cinema nacional. "É de um gênero antigo, a ação, mas trazendo essa ‘roupagem’ nova de ser protagonizada por mulheres. Então, teve muita troca e muita potência, sem dúvida", concluiu Giovanna.

"Rio de Sangue" tem direção de Gustavo Bonafé e Vanessa Veiga, trazendo, além de Antonelli e Wegmann, nomes como Antonio Calloni, Felipe Simas, Sérgio Menezes, Fidelis Baniwa e Ravel Andrade no elenco. 

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