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Rio inaugura aquário; Ceará enfrenta entraves

Equipamento do Rio de Janeiro foi idealizado praticamente na mesma época que o do Ceará, que segue em obras

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 09:59)
Legenda: Responsabilidade do governo estadual, o Acquario Ceará está com 75% das obras físicas prontas, aguardando licitação para ser concluído
Foto: FOTO: NATINHO RODRIGUES

O Rio de Janeiro irá receber, no dia 9 novembro, o maior aquário marinho da América do Sul. Batizado de AquaRio, o equipamento faz parte do programa de revitalização da zona portuária da capital fluminense. O projeto, que contou com investimento de cerca de R$ 120 milhões da iniciativa privada, foi construído em um antigo frigorífico público, prédio histórico que foi cedido pela prefeitura do Rio por um período de 50 anos.

De acordo com os responsáveis pelo empreendimento, os custos operacionais deverão ser viabilizados pelos patrocinadores, apoiadores, e pela venda de ingressos, que devem custar entre R$ 60 e R$ 80. Idealizado pelo biólogo Marcelo Szpilman, diretor-presidente do AquaRio, o equipamento terá 8 mil animais, de 350 espécies. E contará com um túnel com 7 metros de profundidade, no tanque principal, cuja capacidade é de 3,5 milhões de litros.

Após sofrer atrasos para conclusão das obras, inicialmente prevista para 2012, hoje, os 28 tanques do empreendimento, que somam 4,5 milhões de litros, já estão montados. E os animais encontram-se em fase de adaptação. Ao todo, o complexo ocupa uma área de aproximadamente 27 mil metros quadrados de área construída. Segundo os administradores, a estimativa de público anual é de 1,5 milhão de pessoas.

Segundo Szpilman, além de ser caráter turístico e de lazer, o foco do equipamento é se tornar um grande centro de estudos da vida marinha, on serão realizadas pesquisas sobre a reprodução em cativeiro de animais com risco de extinção. A ação será realizada por meio de uma parceria com o Departamento de Biologia Marinha da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre as atrações, que unem educação, pesquisa, entretenimento e cultura, destacam-se os tanques onde os visitantes poderão tocar animais como tubarões, o tanque onde será possível realizar mergulhos em meio aos peixes, além de um aquário virtual e um museu de ciências, com exposições permanentes e temporárias sobre temas variados relacionados ao ambiente marinho.

Empreendimento local

Enquanto o Rio de Janeiro inaugura o seu aquário, idealizado praticamente no mesmo período do Acquário Ceará, o equipamento cearense, de responsabilidade do governo estadual, ainda enfrenta problemas referentes ao financiamento e modelo de operação. Com 75% das obras concluídas, a finalização do empreendimento, localizado na Praia de Iracema, ainda depende do término da licitação iniciada no último dia 23 de agosto, que está em fase de habilitação. Segundo a Secretaria do Turismo do Estado (Setur), apenas após essa etapa, que não tem prazo definido, a Comissão dará prosseguimento ao trâmite.

A Setur, por sua vez, é responsável pela parte dos equipamentos (que está com o contrato temporariamente suspenso), que encontra-se com cerca 30% finalizada. Com um projeto orçado em cerca de R$ 500 milhões, o Acquário Ceará deverá contar com 38 tanques de exibição, com capacidade para 15 milhões de litros de água.

A Secretaria do Turismo do Estado estima ainda que o empreendimento deverá receber cerca de 1,2 milhão de visitantes por ano.

"O Acquario Ceará será um diferencial único para divulgar a cidade de Fortaleza, devendo ser um equipamento com fortíssimo potencial de incremento no afluxo turístico para o Estado. Dessa forma, aumentará o raio de captação de turistas, alongando o período de estadia", disse em nota a Setur.

Concessões

Entre uma série de equipamentos públicos que o governo estadual pretende conceder à iniciativa privada, o Acquario Ceará foi considerado um dos menos atrativos economicamente, segundo estudo feito pela McKinsey & Company, contratada pelo governo para avaliar a viabilidade de ativos do Estado.

O estudo apresentou uma lista de 17 possíveis investidores para o equipamento, sendo oito operadores de equipamentos turísticos nacionais, incluindo aquários; seis operadores turísticos nacionais; e três operadores internacionais de aquário.

Pantanal

Outro empreendimento que sofreu sucessivos atrasos para entrega é o Aquário do Pantanal, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, de responsabilidade do governo estadual. Com capacidade para 6,6 milhões de litros de água, o equipamento lançado em 2011 deveria ter ficado pronto em pouco mais de dois anos, mas passado cinco anos, mudanças no projeto fizeram com que o orçamento inicial previsto em R$ 84 milhões ultrapassasse a marca de R$ 200 milhões. E em julho do ano passado, as obras do equipamento foram alvo de investigação da Polícia Federal.

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