Preparação para a CSP é prioridade para o setor
A Câmara Setorial busca identificar as oportunidades de negócios a partir da operação da siderúrgica
Quando em plena operação, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), deverá, sozinha, realizar compras de matérias-primas num valor de R$ 500 milhões ao ano. Este montante é visto como uma grande janela de oportunidades para o setor eletrometalmecânico, que vê neste empreendimento, o maior em construção pela iniciativa privada hoje no Brasil, como um grande parceiro para o desenvolvimento do ramo no Ceará.
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A Câmara Setorial (CS) da Eletrometalmecânica apontou como prioridade, em sua agenda estratégica, a identificação dessas oportunidades de negócios e preparação da cadeia produtiva para o fornecimento de materiais à siderúrgica. De acordo com o seu presidente, Ricard Pereira, o setor ainda está à espera de que a CSP informe quais insumos ela irá adquirir no mercado interno. Segundo ele, a siderúrgica garantiu que esta informação será divulgada em breve, para que o setor possa se preparar. "A siderúrgica, para comprar na região, precisa ter empresas que são certificadas para vender. Então, já existe um projeto via sindicato, Governo do Estado e com a própria CSP, para criar um programa de qualificação e certificação dos fornecedores", adianta Ricard.
O presidente da CS Eletrometalmecânica informa que a agenda estratégica elaborada pela câmara apontou que havia no Ceará um número muito reduzido em empresas certificadas, menos de 5% entre as de médio e grande porte do setor.
"Já temos em mãos os dados e mais ou menos o formato desse programa. Juntamente com o Simec (Sindicato da Indústria Metalmecânica do Ceará), vamos eleger a empresa que vai realizar o programa, que possivelmente será o IEL (Instituto Euvaldo Lodi). E vamos fazer uma pré-seleção de cerca de 30 empresas, vamos abrir pra saber quem tem interesse, para fazer a certificação", informa Pereira.
Previsão
A ideia é de que o curso de certificação tenha início até o fim do ano. Até lá, a câmara irá concluir a sua formatação. A CSP deverá entrar em operação já no primeiro trimestre do ano que vem, conforme as estimativas da própria empresa.
"O setor metalmecânico é altamente sustentável, porque a gente compra da reciclagem, produz a matéria-prima e utiliza nas indústrias, que produzem resíduos que vão pra reciclagem, e assim gira. Mas precisa estar alinhado com o setor de reciclagem. É importante que haja reuniões peridiódicas, um fórum setorial, entre os presidentes das câmaras", defende.
Segundo ele, para garantir a competitividade, é preciso primeiro conhecer o setor. Este trabalho deverá ser realizado, conforme determinado na agenda de ações. O estudo será apresentado amanhã ao setor, em encontro que deve contar com a presença do governador Camilo Santana e da presidente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Nicolle Barbosa. (SS)