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Formalização é meta da reciclagem

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Redação producaodiario@svm.com.br
(Atualizado às 00:00, em 12 de Julho de 2015)

Em um censo realizado pela Câmara Setorial de Reciclagem (CS Reciclagem) no ano passado, levantou-se que as micro e pequenas empresas que atuam na atividade em Fortaleza e alguns municípios da região metropolitana somavam 287 unidades. Destas, registrou-se que 65,5% são informais. O setor então definiu que, para reduzir este índice de informalidade, é preciso brigar por mais fiscalização nos estabelecimentos do ramo e fixou esta como meta prioritária em sua agenda estratégica, concluída na semana passada.

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Para a presidente da CS Reciclagem, Lyvia Kirov Ferreira, a questão da informalidade é preocupante, e vai bem além do não pagamento de impostos. "Além dos impostos, tem as condições de trabalho, porque os trabalhadores não têm carteira assinada. Sem contar que não sabemos se estas empresas dão uma destinação correta aos resíduos", aponta.

De acordo com ela, muitas empresas hoje enterram seus próprios resíduos, são materiais que, na verdade, poderiam estar servindo de insumo para o setor de reciclagem. "Por consequência, nós acabamos tendo que comprar matéria-prima de fora, aumentando nossos custos", conta. Por estas razões, a empresária defende uma maior fiscalização dos órgãos públicos, tanto das empresas do setor de reciclagem quanto para verificar as destinações de resíduos dadas pelas indústrias.

Ela também cita que o setor vem sofrendo com a alta taxa de impostos, especialmente com a elevação das tarifas de energia. "Hoje estamos com empresários ameaçando fechar a empresa porque foi um salto muito grande no custo da energia", diz.

Estratégias

A necessidade de atualização do maquinário das empresas da atividade é outra meta apontada pela CS Reciclagem na agenda estratégica. "O setor tem hoje muito maquinário antigo. Estamos buscando, através de viagens internacionais, fazer essa substituição. Inclusive, esse ano, em outubro, vamos pra China, pra trazer novidades pro setor de maquinários. No ano passado, participamos de uma rodada de negócios em Lyon com algumas empresas de reciclagem pra tentar trazer essas novidades para o nosso Estado", afirma.

A presidente da câmara adianta que o setor irá, agora, concluir o censo realizado no ano passado, desta vez incluindo empresas de maior porte, para que se possa ter um diagnóstico real. O levantamento inclui os municípios de Fortaleza, Caucaia, Eusébio, Maracanaú, Maranguape, Pacatuba, Aquiraz e Guaiuba.

"Acreditamos que o trabalho de agenda estratégica vai ser muito importante para quatro, cinco anos de trabalho nosso, já que não existia nenhum tipo de mapeamento. Através dele, descobrimos as nossas maiores dificuldades", defende. 

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