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Estado teve o 5º maior crescimento do PIB

Economia cearense avançou 4,2% e desacelerou levemente com o impacto da baixa produção da indústria

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br

O Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, apesar de ter desacelerado em relação ao ano anterior, avançou 4,2% em 2014, o quinto maior crescimento entre os estados brasileiros. Em 2013, o crescimento da economia cearense ante o ano anterior havia sido de 5,1%, puxado principalmente pelo crescimento do setor industrial no Estado.

O resultado chegou a refletir o impacto, embora mais levemente que no restante do País, do baixo desempenho da indústria brasileira, cuja queda foi de 4,7% naquele ano. Os dados são da pesquisa Contas Regionais, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com números relativos a 2014.

Em termos de avanço do PIB, o Ceará ficou atrás de Tocantins (6,2%), Piauí (5,3%), Alagoas (4,8%), Acre e Mato Grosso (ambos 4,4%). A crise derrubou o PIB dos estados São Paulo (-1,4%), Paraná (-1,5%), que teve a maior queda entre os estados, Minas Gerais (-0,7%) e Rio Grande do Sul (-0,3%), regiões que concentram os principais polos industriais do País. Em 2014, o PIB brasileiro avançou 0,5%.

Produção

O Produto Interno Bruno do Ceará foi calculado em R$ 126,054 bilhões, enquanto o nacional, em R$ 5,78 trilhões. O estado de São Paulo somou R$ 1,86 trilhão, seguido por Rio de Janeiro (R$ 671,08 bilhões), Minas Gerais (R$ 516,63 bilhões) e Rio Grande do Sul (R$ 357,82 bilhões). Os três estados com menor geração de riqueza foram Roraima (R$ 9 74 bilhões), Amapá (R$ 13,40 bilhões) e Acre (R$ 13,46 bilhões).

Apenas cinco estados foram responsáveis por quase dois terços do Produto Interno Bruto brasileiro no ano de 2014. São Paulo manteve a liderança na participação do PIB, com uma fatia de 32,2% de toda a economia brasileira, mesmo percentual alcançado em 2013. Os demais estados com maior participação no PIB nacional foram Rio de Janeiro (11,6%), Minas Gerais (8,9%), Rio Grande do Sul (6,2%) e Paraná (6,0%).

O Produto Interno Bruto dos cinco estados mais ricos, entretanto, caiu de 65,9% em 2010 para os 64,9% verificados em 2014, queda puxada principalmente por São Paulo.

Per capita

O PIB per capita do Ceará é o quinto pior do País e só é maior que os do Maranhão, Piauí, Alagoas e Paraíba. Enquanto o índice brasileiro foi calculado em R$ 28.500, a média cearense é quase metade desse total, chegando a um valor R$ 14.255, ainda abaixo da média do Nordeste (R$ 14.329).

O PIB per capita é obtido pela divisão do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no local, pela população daquela área. No País, o Distrito Federal liderou o ranking de PIB per capita, com um valor de R$ 69.216,80. A soma é 6,2 vezes maior do que a do estado que está na lanterna do ranking, o Maranhão (R$ 11.216,37), ressaltando a concentração de riquezas no Brasil.

Depois do Distrito Federal, aparecem São Paulo (R$ 42.197,87), Rio de Janeiro (R$ 40.767,26), Santa Catarina (R$ 36.055,90), Espírito Santo (R$ 33.148,56), Rio Grande do Sul (R$ 31.927,16) e Paraná (R$ 31.410,74).

Do outro lado da tabela, fazem companhia ao Maranhão com os menores PIBs per capita, Piauí (R$ 11.808,08), Alagoas (R$ 12.335,44), Paraíba (R$ 13.422,42), Ceará e Bahia (R$ 14.803,95). Concentrados no Nordeste, os estados são responsáveis por 20,4% da população brasileira, mas detentores de somente 9,7% do Produto Interno Bruto do País.

Administração pública

A administração pública ainda respondia por praticamente um quarto da economia das regiões Norte (24,7%), Nordeste (24,3%) e Centro-Oeste (25,9%) em 2014.

"Ou seja, esses estados são bastante dependentes dessa atividade de administração pública", ressaltou Frederico Cunha, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As regiões Sul e Sudeste seguem com pequena participação da administração pública na economia, 13,8% e 12,7%, respectivamente.

As Unidades da Federação com maior peso do governo no PIB foram Roraima (45,8%), Amapá (44,3%) e Distrito Federal (43,1%). O estado com a menor participação da administração pública foi São Paulo, apenas 9,7% do PIB local.

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