Pai de Henry Borel homenageia filho com outdoors em avenidas do Rio de Janeiro

“Dia da Criança: o melhor presente é a proteção”, diz a mensagem deixada por Leniel Borel

Os outdoors foram colocados no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Legenda: Os outdoors foram colocados no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Foto: Reprodução

O engenheiro Leniel Borel, pai de Henry Borel, 4, homenageou o filho nesta terça-feira (12) com dois outdoors no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro. “Dia da Crianças: o melhor presente é a proteção”, disse a mensagem deixada por Leniel no cartaz. 

Henry foi assassinado no último dia 8 de março. Os principais suspeitos do crime são seu padrasto, o ex-vereador Jairo Souza dos Santos Júnior, Dr. Jairinho, e sua mãe, Monique Medeiros. Ambos, atualmente, respondem à Justiça por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação de testemunha. 

Postagem no Instagram 

Além dos dois outdoors, que estão na Avenida das Américas e na Avenida Guiomar Novaes, Leniel dedicou uma postagem no Instagram a Henry, pelo Dia da Criança.  

“Hoje é o primeiro Dia das Crianças sem meu filhinho, e fico apenas com as lembranças da criança mais incrível que meu menininho é! Que a justiça seja feita pelo meu Henry e por todas as crianças que não estão mais conosco por causa de alguma violência. Se uma criança sofre maus tratos de quem deveria proteger, é responsabilidade também de quem está ao redor denunciar”, desabafou o pai do menino. 

Na postagem, há imagens de Henry em diversas fases da infância, até os 4 anos, quando foi morto. A última foto indica o canal de denúncias do Conselho Tutelar (cisdeca@sejus.df.gov.br) e o Disque 100. 

Audiência 

Na última quarta-feira (6), em audiência preliminar do julgamento dos acusados de matar Henry, Leniel relembrou os últimos momentos com o filho e disse que, dias antes de ele ser morto, o garoto já dava indícios de que não queria voltar para a casa onde morava com Monique e Jairinho. 

“Ele [Henry] se agarrava ao travesseiro pra não ir embora com ela [Monique]. Ela começou a me ligar pra pedir ajuda porque nos fins de semana ele não queria voltar pra casa”, contou Leniel. 

 

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