O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se manifestou sobre o assassinato do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos, nesta terça-feira (1º). Nas redes sociais, Cláudio anunciou que o crime "não ficará impune" e que a Polícia Civil do Rio de Janeiro já está identificando os autores do homicídio.
O jovem foi espancado até a morte por um grupo de homens na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, após cobrar um pagamento atrasado, no último dia 24 de janeiro.
O dono do quiosque onde o atendente congolês morreu deve prestar depoimento na Divisão de Homicídios nesta terça-feira (1º). Até agora, oito pessoas foram ouvidas, mas ninguém foi preso.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), também se manifestou e definiu o assassinato como "inaceitável e revoltante".
Entenda o crime
Moïze Kabamgabe, de 24 anos, nasceu no Congo, na África, e veio morar no Brasil como refugiado político em 2014 com a mãe e os irmãos. Ele prestava serviço por diárias no quiosque Tropicália, próximo ao Posto 8.
Segundo a família da vítima, o proprietário do quiosque devia dois dias de pagamento, valor em torno de R$ 200, o que levou Moïze a questioná-lo, na última terça-feira (25), quando o débito seria quitado.
Ao cobrar as diárias, no entanto, o jovem foi espancado até a morte. O corpo dele foi achado amarrado em uma escada. Yannick Iluanga Kamanda, 33, primo da vítima, afirma que o atendente sofreu golpes de mata-leão (chave de pescoço), socos, chutes, madeirada e chegou a ter as mãos e pés amarrados com um pedaço de fio. A investigação está sob sigilo.