CGD investiga dois bombeiros por recebimento ilegal do auxílio emergencial no Ceará

Agentes militares teriam usado dados de 2019 para receber o benefício, segundo instituição

Celular com app do Auxílio Emergencial em frente a R$ 250
Legenda: Pessoas com carteira assinada ou que ganhem mais de R$ 3,3 mil não podem receber o benefício
Foto: Shutterstock

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) instaurou sindicância administrativa para investigar recebimento ilegal do auxílio emergencial por dois soldados do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE).

Apesar de terem sido abertos no dia 9 de agosto, os processos administrativos só foram publicados oficialmente pela CGD no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (14).

F. P. J. F. B. e A. R. M. N. teriam se aproveitado de dados cadastrais firmados em 2019, junto a programas no sistema de benefícios do Governo Federal, para receber o benefício, que não pode ser concedido a empregados com carteira assinada.

Além disso, pessoas com renda acima de R$ 3,3 mil também não podem ter acesso ao auxílio.

Os dois bombeiros, segundo dados do Portal da Transparência do Governo do Estado, receberam mais de  R$ 4 mil e R$ 6 nil como salário bruto em agosto deste ano.

Ambos os agentes, conforme as portarias, teriam "angariado indevidamente" parcelas do programa emergencial, dado que não estavam inseridos nas "hipóteses normativas que tornariam legítimo o assenhoreamento dos valores concebidos".

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