Paulo Guedes reforça comentários de Bolsonaro sobre a esposa de Macron: "É feia mesmo"

A frase foi dita durante apresentação a empresários em Fortaleza, nesta quinta-feira (5)

Escrito por Redação,

Política
Legenda: Em Fortaleza, Guedes tentou minimizar declarações de Bolsonaro e criticar a imprensa
Foto: Foto: Kid Júnior

Em visita a Fortaleza, o ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçou os comentários feitos por Jair Bolsonaro sobre a aparência da primeira-dama francesa, Brigitte Macron. "É feia mesmo, não é nenhuma mentira", declarou.

A fala foi feita numa tentativa de minimizar a declaração de Bolsonaro e criticar a imprensa, que segundo Guedes, prefere noticiar atos polêmicos do presidente, ao invés das medidas tomadas pelo governo nos últimos meses. 

"O que vejo nos jornais é que ele xingou a (Michelle) Bachelet, que chamou a mulher do (presidente Emmanuel) Macron de feia. É feia mesmo, não é nenhuma mentira", ao que a plateia de cerca de 600 empresários respondeu com risos. 

"Não existe mulher feia. O que existe é mulher vista pelo ângulo ruim", continuou o ministro. 

Comentário

A declaração de Bolsonaro foi feita em resposta a um comentário no Facebook que comparava a aparência da primeira-dama do Brasil, Michele Bolsonaro, à da França, Brigitte Macron. Na ocasião, Bolsonaro escreveu na fotografia postada: "Não humilha, cara. Kkkkk", dando a entender que as recentes críticas de Macron ao presidente brasileiro seriam motivadas por inveja da esposa do brasileiro.

Perguntado se pediria desculpas a Brigitte, após zombaria com a aparência da primeira-dama, Bolsonaro disse que não a ofendeu e, irritado com a insistência dos repórteres, encerrou a entrevista, acrescentando que os jornalistas "não merecem a consideração".

"Não queiram levar para esse lado, que a questão pessoal e familiar eu não me meto. Eu sei porque falei para o cara não entrar nessa área. Se continuar pegunta nesse padrão, vai acabar a entrevista, vai acabar a entrevista", repetiu. "Realmente o jornalismo, vocês não merecem a consideração", disse Bolsonaro, abandonando a entrevista.