Conversa com o candidato Alckmin

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Redação producaodiario@svm.com.br
O governador Lúcio Alcântara ao relatar seu encontro com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, na última terça-feira, em São Paulo, destacou ter sido dito por Alckmin que ele era o governador do PSDB com quem o candidato tinha mais afinidades e de quem era mais próximo. ´Várias vezes se referiu a mim de maneira carinhosa e que lamentava muito que questões regionais tivessem influído no curso da campanha aqui´, ressaltou. Porém, quando indagado sobre o porquê não apareceu no relato dos governadores tucanos na propaganda de Alckmin, Lúcio afirmou que a pergunta deveria ser endereçada ao coordenador dos programas.

O governador cearense disse que conversou, por telefone, com Sérgio Guerra, coordenador da campanha de Geraldo Alckmin e ele teria confidenciado a felicidade e alívio de Alckmin com a manifestação do correligionário e dos cinco deputados federais eleitos. Sobre a campanha, Alcântara reafirmou o compromisso de trabalhar com afinco para a eleição de seu correligionário. ´Vou fazer a minha parte, vou recomendar, me esforçar e fazer tudo o que puder fazer. Fazer o que me cabe´, relatou. O gestor estadual disse que os cinco parlamentares federais do PSDB, eleitos neste domingo, tiveram um encontro, ontem, com o coordenador da campanha de Alckmin para tratar da campanha no Ceará.

Mais uma vez, Lúcio reiterou que, durante sua campanha à reeleição, mencionou o nome de Geraldo Alckmin, porém, havia uma grande preferência do eleitorado pelo presidente Lula. ´É um comportamento geral. A candidatura do governador era a candidatura que estava ligada mais diretamente ao imaginário da população´, colocou. O governador tucano disse que, mesmo sua estrutura de campanha sendo modesta, serviu de aporte para a divulgação de material da campanha de Geraldo Alckmin com distribuição de material, jingles e participação. ´Foi bastante usada minha estrutura de campanha em prol de Geraldo Alckmin, que evidentemente, se não tivesse de acordo, isso não seria feito´, comentou.

Questionado se houve inabilidade política do comando da campanha de Lúcio Alcântara para fazer a composição necessária e, desta forma, evitar o isolamento político de sua candidatura, o governador afirmou ter feito um esforço para se coligar com o PFL e com o PMDB, mas disse não ter sido bem sucedido. ´ Naquela altura minha candidatura era irreversível. É preciso que vocês entendam que a minha candidatura tinha um lado moral, também, estava consciente do risco. E foi uma postulação natural´, disse.