Ceará: por que a perseguição com Cléber é maior?

Centroavante alvinegro é, desde o ano passado, o jogador mais cobrado pelo torcedor

Imagem do torcedor fazendo o gesto de substituição / Clebão atacante do Ceará
Legenda: Imagem do torcedor fazendo o gesto de substituição / Clebão atacante do Ceará
Foto: Kid Júnior e Fabiane de Paula (SVM)

Mais uma polêmica envolvendo o nome do centroavante do Ceará, ocorreu nessa última partida.

Ao estar caído no gramado, sendo atendido pelos médicos, o torcedor, ironicamente, fez o gesto de substituição para que o jogador deixasse o campo.

A cena acabou gerando algumas reflexões. Por que com o Cléber?

Sabe porquê com o camisa 89? Porque Clebão joga na posição mais impactante de qualquer time de futebol do planeta. O ataque.

Não só o ataque, mas o chamado "matador", o que (deveria) ser o finalizador nato, o cara para resolver os problemas de bola na rede. Não é que seja "o Cléber". Não é nada pessoal nessa relação da torcida com o jogador. É que o atleta carrega o "fardo" de ser responsável por algo grandioso demais, que ele não tem condições de entregar.

O jogador já teve seus momentos, já deu alegrias ao torcedor alvinegro. Mas não passaram de lampejos.

Já escrevi aqui mesmo na minha coluna a respeito dele, carregada de algumas críticas baseadas no acompanhamento jogo a jogo, em 3 anos no clube.

Oportunidades não faltaram e nem faltam. Cléber não tem o chamado "cacoete" de centroavante para jogar em uma equipe com o peso de um time de massa e de primeiro escalão do futebol brasileiro, que é a Série A. Simples assim.

E sobre a cena que marcou dos torcedores fazendo uma brincadeira que, inclusive, dei algumas risadas com a situação inusitada, acabou impactanto de uma forma negativa, como "maldade", sem necessidade, na minha visão.

Em um país em que jogadores são ameaçados de morte, em que agressões físicas são extremamente frequentes (pásmen), uma reação dessa do jogo contra o Tombense, deveria ser levada com leveza.  Se todas as manifestações de insatisfação fossem assim, quem sabe nós poderíamos voltar a ser "o país do futebol", e não da barbárie