Trabalho e escultura

Escrito por Valdélio Muniz ,
Jornalista. Analista Judiciário (TRT7) e Mestrando em Direito (Uni7)
Legenda: Jornalista. Analista Judiciário (TRT7) e Mestrando em Direito (Uni7)

Quem nunca se deparou com alguma escultura e se encantou com suas formas, dimensões ou materiais? Como arte, ela homenageia ou eterniza uma personalidade ou um fato histórico, despertando algum sentimento (espanto, gratidão ou pura nostalgia). Neste sentido, vale lembrar de esculturas voltadas ao mundo do trabalho.

A Avenida Beira Mar, em Fortaleza, exibe o Monumento ao jangadeiro, do escultor cratense Sérvulo Esmeraldo (1929-2017). A obra, iniciada em 1992, foi retirada para restauro entre novembro de 2021 e junho de 2022, durante os trabalhos de requalificação da orla, mas voltou para lembrar a luta da categoria por melhores condições de trabalho.

Em 2009, o Centro Cultural Dragão do Mar, na Praia de Iracema, na capital cearense, inaugurou a escultura do líder abolicionista nascido em 1839 na Vila de Canoa Quebrada (Aracati-CE), Francisco José do Nascimento, conhecido como Chico da Matilde, que deu nome ao Centro Cultural por seu apoio aos jangadeiros que se opuseram ao embarque de escravos em navios maiores para outras regiões do País. Por sua participação na segunda greve dos trabalhadores do porto e no movimento abolicionista, perdera o cargo público de prático na Capitania dos Portos por ordem do presidente da Província do Ceará.

Outra obra icônica homenageia os trabalhadores que atuaram na construção de Brasília, para onde foi transferida, em 1960, a sede do Governo Federal (até então, no Rio de Janeiro). De autoria de Bruno Giorgi, paulista filho de italianos, a escultura tem o nome oficial de Os Guerreiros, mas ficou conhecida como Os candangos por ser o apelido dado aos operários vindos sobretudo do Nordeste para a construção daquela cidade planejada, subvertendo a lógica original a partir da qual os negros (especialmente os de Angola) assim chamavam os portugueses. Por estar localizada na Praça dos Três Poderes, passa, ainda, a ideia de força, equilíbrio e união, segundo o professor de Arte da Universidade de São Paulo, Olívio Guedes.

Outra homenagem em forma de escultura é o Monumento ao Trabalhador, do artista plástico pernambucano Corbiniano Lins, inaugurado em 1960 para lembrar daqueles que atuaram na perfuração das rochas para o início da construção da usina hidrelétrica de Paulo Afonso (BA). Exibe a mensagem “Aos que tornaram Paulo Afonso a redenção do Nordeste”.

Valdélio Muniz é jornalista

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