O que espero do novo ministro da Saúde

Marcelo Queiroga, médico cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) foi oficializado como novo ministro da Saúde no Diário Oficial da União, depois que o governo começou a debater a saída e substituição do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O nome de Queiroga foi escolhido depois que a médica Ludhmila Hajjar negou o convite do presidente Jair Bolsonaro para assumir a pasta.

Marcelo Queiroga é o quarto ministro da Saúde do governo Bolsonaro e o terceiro a assumir o cargo durante a pandemia.

Agora com essa notícia, eu começo a pensar nos desafios que o Dr. Queiroga terá que enfrentar agora que Pazuello sairá, depois de tantas polêmicas que ocorreram durante o seu mandato, como a tragédia que ocorreu em Manaus com a falta de oxigênio e a morte de muitas pessoas por asfixia.

Não irei trazer o fato de que o médico é aliado ao presidente da Câmara Arthur Lira ou dele se considerar “bolsonarista raiz” nesse momento, porque veremos em breve como a orientação política do novo ministro será discutida em seu mandato.

Primeira coisa que na minha visão será um desafio para o Dr. Queiroga é a guerra infinita (Vingadores quem?) entre Bolsonaro e os governadores. Até o momento, o novo ministro disse o óbvio: que é preciso ampliar o diálogo entre os estados, municípios e atores da sociedade para combater o coronavírus e nós bem sabemos que isso será bem difícil se o presidente usar o médico de marionete.

A imunização foi comentada pelo novo ministro, com o discurso de que só com a vacinação haverá a volta da economia, igual ao ministro da Economia Paulo Guedes. Ele também falou que o lockdown não deve ser usado como “política de governo”.

Ok, mas agora chega a pergunta que dá nome a esse artigo: O que eu espero de Marcelo Queiroga como novo ministro da Saúde?

Bem, eu espero o mínimo e o óbvio: uma boa condução da campanha de vacinação e um discurso mais desviado do que já conhecemos do presidente Bolsonaro, porém, outra coisa que também imagino é que Queiroga será apenas mais um ministro que fará o que o presidente quer.

Lembremos que os ex-ministros Mandetta e Teich saíram por divergências com o Chefe de Estado.

Por fim, eu estou otimista com essa notícia, é muito bom ver um médico assumindo o cargo da Saúde depois do pesadelo que foi com o suposto “especialista” em logística. Agora com essa nova retórica do presidente Jair Bolsonaro que se vê mais preocupado com vacinas, eu prevejo que as atuações do Dr. Queiroga serão mais voltadas para a imunização em massa no Brasil, como deveria ter sido desde o começo.

Jonathan Cabral
Estudante do ensino médio