Energia que transforma

Escrito por
Teodora Ximenes producaodiario@svm.com.br

O Brasil vive uma crise energética caótica, realidade que não necessitaria acontecer se houvesse bons olhos para o potencial de energias renováveis do nosso país, rico em luz solar, água e vento, condições que se estendem durante o ano inteiro no Ceará e em grande parte do Nordeste brasileiro.

Além do interesse socioambiental, a alta nos preços tem feito moradores, principalmente da zona rural, buscarem meios próprios para produzir energia elétrica. O Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia/CE) aponta que o número de estações de geração distribuída (energia solar) aumentou 116% entre agosto de 2020 e 2021.

O protagonismo do Ceará se expressa por meio de números nacionalmente relevantes, como é o caso da geração eólica, possuindo 1,2 GW (gigawatts) de capacidade, o correspondente a 16,1% do Brasil. Essa categoria é equivalente a 41,5% da energia consumida no Estado.

Mesmo com uma produção considerável, a quantidade não é nem de perto correspondente à capacidade do Estado. De acordo com a Fiec, o Ceará tem potencial para gerar 854 GW (gigawatts) de energia eólica e solar. Dessa forma, o montante seria cinco vezes maior do que o Brasil inteiro produz.

Os benefícios de investir em energias limpas são múltiplos. Geração de emprego, crescimento economicamente sustentável, independência de monopólios energéticos e manutenção do meio ambiente são alguns exemplos.

Apesar dos diversos bônus, a burocracia ainda é um grande ônus, gargalo encontrado pelos empresários que buscam investir no ramo. Muito progresso já foi galgado neste sentido, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido, principalmente na celeridade e na assertividade dos estudos de impacto ambiental, relatórios que podem trazer consequências drásticas a longo prazo. É uma oportunidade para que as universidades, empresas e órgãos públicos deem as mãos.

Para que o Estado possa progredir nesse sentido, é necessário que os governantes tenham a boa-fé de pensar fora da caixa e diversificar seus incentivos, atrelando o que a natureza provém ao Ceará com a mente empreendedora dos que ousam mudar a realidade.

Teodora Ximenes é presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado do Ceará (Senge-CE)

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.
Carla Picolotto é missionária
Carla Picolotto
21 de Março de 2026
Professor aposentado da UFC
Gonzaga Mota
20 de Março de 2026
Luiz Carlos Diógenes de Oliveira
Luiz Carlos Diógenes de Oliveira
19 de Março de 2026
Rosette Nunes Correia Lopes é advogada
Rosette Nunes Correia Lopes
18 de Março de 2026
Consultor pedagógico
Davi Marreiro
17 de Março de 2026
Filipe Papaiordanou é advogado
Filipe Papaiordanou
15 de Março de 2026
Mávia Ximenes é fisioterapeuta
Mávia Ximenes
14 de Março de 2026