Antes do fim do mês

No mês de maio, a campanha Maio Laranja chama atenção para um crime silencioso, a exploração sexual contra crianças e adolescentes

Escrito por Ana Martins ,
Jornalista e escritora
Legenda: Jornalista e escritora

A ideia de usar meses e cores para campanhas de conscientização ligadas à saúde, segurança, trânsito, inclusão e outras questões sociais, se tornaram indispensáveis para uma sociedade. É preciso mesmo ‘levantar a bola’, é preciso mesmo falar e alertar sobre diversas questões. Há uma frase, muitoexata por sinal, atribuída à Martin Luther King que diz: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. É sob a omissão, o silêncio cúmplice que muitas atrocidades são cometidas.


No mês de maio, a campanha Maio Laranja chama atenção para um crime silencioso, a exploração sexual contra crianças e adolescentes. Um assunto que precisa ser encarado de frente e por todos. Não é porque aconteceu na casa do vizinho ou em outro país que não é problema seu. Não precisa acontecer com você pra que se tome atitudes a respeito. Precisamos sim olhar para o outro, se colocar no lugar do outro e abraçar sua dor. A violência sexual contra crianças e adolescentes rouba sonhos, rouba a fase mais bonita e importante de uma pessoa.

A infância, período de grandes descobertas e aprendizados, é o alicerce que vai forma nosso caráter e personalidade. É nessa etapa que, inevitavelmente, plantamos as sementes para uma vida adulta plena, tanto em saúde física quanto emocional e mental. Como sociedade, temos o dever inalienável de garantir que cada criança tenha a oportunidade de crescer em um ambiente que lhe proporcione segurança, saúde e afeto. Há uma frase, muito famosa, de autoria incerta, já que por vezes é atribuída ao poeta Bertolt Brecht ou ao poeta e dramaturgo, Vladimir Maiakovski diz assim: “Um dia, vieram e levaram meu vizinho, que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho, que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram. Já não havia mais ninguém para reclamar.” Independente do autor, a reflexão é válida para todos. Quando os bons se calam, o mal triunfa.

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