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Transnordestina vai investir R$ 3,6 bi em ferrovia e em terminal de cargas no Porto do Pecém

Ordem de serviço para obras de ramal ferroviário foi assinada nesta terça (16).

16 de Junho de 2026 - 11:00 (Atualizado às 12:10)
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Legenda: Boa parte dos trilhos usados na construção da Transnordestina chegaram via Porto do Pecém.
Foto: Cipp/Divulgação.

A Transnordestina vai investir R$ 3,6 bilhões em um ramal ferroviário, em um terminal de cargas e em uma esteira para escoar mercadorias no Porto do Pecém, na Região Metropolitana de Fortaleza. 

A ordem de serviço para a construção do ramal — que vai ligar o lote 11 da Transnordestina ao terminal de cargas (TUP Nelog) — foi assinada nesta terça-feira (16).

Já o terminal de cargas ainda passará pelo processo de concorrência para o início das obras, mas a garantia da TLSA, empresa responsável pela Transnordestina, é de que a construção comece ainda neste ano. O valor do empreendimento é estimado em R$ 3 bilhões.

Haverá ainda uma esteira para escoamento de mercadorias, como grãos e fertilizantes, com investimento de R$ 500 milhões.

Obras do ramal vão conectar Transnordestina com terminal de cargas

Segundo Renan Carvalho, diretor da Marquise Infraestrutura, empresa responsável pela construção do ramal ferroviário, o investimento será de R$ 150 milhões. O trecho terá 7,5 quilômetros (km) de extensão.

"Essa obra é como se fosse a continuidade da Transnordestina do lote 11 que hoje a gente já constrói. É como se fosse o acesso à base de onde será implantado o terminal, ou seja, é a interligação da Transnordestina com o Porto do Pecém", explica Renan.

Renan Carvalho afirma que o prazo para a entrega do trecho é de 22 meses, ou seja, até abril de 2028.

"Está tudo dentro do cronograma. Mantemos 1,5 mil empregos diretos nas nossas obras, continua como sendo um dos maiores projetos do Brasil em execução. O ramal aumenta em 300 empregos diretos", pontua.

Terminal terá investimento bilionário e deve duplicar capacidade do Pecém

A Transnordestina Logística S.A. (TLSA), concessionária responsável pela construção e operação da ferrovia de mesmo nome, segue em tratativas para a construção do terminal de cargas.

De acordo com Tufi Daher Filho, diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empresa na qual a TLSA é subordinada, a tendência é de que a assinatura de contrato com a construtora responsável pelas obras no terminal ocorra nos próximos meses.

Tufi explicou que a construção do terminal será faseada, com a primeira dedicada para grãos, que virão sobretudo da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, grande produtor nacional).

Estamos falando da fase um, que é quando entra em operação, com investimento de mais de R$ 1 bilhão. Depois de concluídas as fases dois e três, é um investimento de mais de R$ 3 bilhões, que vai praticamente dobrar toda a capacidade do Porto do Pecém hoje".
Tufi Daher Filho
Diretor-executivo de Infraestrutura e Logística da CSN

"O Porto do Pecém expede 20 milhões de toneladas por ano. A expectativa é de que o Porto vá para 40 milhões de toneladas com o terminal", prospecta Tufi.

Transnordestina transportará grãos para o porto e fertilizantes para o interior

O diretor-executivo da CSN destaca ainda que o terminal terá 84 hectares, mas com possibilidade de expansão. Devem ser construídos ainda três armazéns para grãos, com capacidade de 125 mil toneladas cada.

"Não adianta ter a ferrovia concluída em 2027 e não ter terminal. O Pecém tem uma destinação maior para receber contêineres, não é preparado ainda para receber grãos. Esse terminal vai estar preparado para receber grãos, fertilizantes e até minério", projeta.

Haverá ainda uma expedição para fertilizantes, que vão perfazer o "processo inverso", como observa Tufi: chegarão no porto e serão transportados rumo ao interior nordestino pela Transnordestina.

O começo das obras do ramal ferroviário são considerados como a primeira etapa da obra bilionária da TLSA, que prevê, além dos 7,5 km de ferrovia e do terminal de cargas, uma esteira para transporte de grãos e fertilizantes.

"Vai ter mais R$ 500 milhões em investimentos para a construção de uma esteira, para que as mercadorias cheguem aos navios. Aqui, se concretiza a última parte que faltava, concretizada com o terminal logístico. Só de grãos, estamos prevendo aumentar em 30% as cargas do Porto do Pecém", declara o governador do Estado, Elmano de Freitas.

"Vamos finalizar em 2027 junto com a Transnordestina e entrar em operação no final de 2027", arremata Tufi.

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