Na Bulgária, papa encontra refugiados e celebra comunhões

A construção de uma cerca na fronteira entre o país e a Turquia, o número de imigrantes diminuiu nos últimos anos

Legenda: Papa Francisco fala a um refugiado em visita a Bulgária
Foto: Foto: Andreas SOLARO / AFP

O papa Francisco expressou, nesta segunda-feira (6) seu apoio às famílias sírias e iraquianas exiladas na Bulgária, ressaltando as grandes dificuldades daqueles que "abandonam sua pátria".

No centro de refugiados de Vrajdebna, nos arredores de Sofia, cerca de 50 refugiados, entre eles muitas crianças, receberam o líder da Igreja católica em seu segundo dia de visita ao país mais pobre da União Europeia.

Um pequeno coral de meninos cantou em búlgaro e ofereceu desenhos ao papa.

"Hoje em dia, o mundo dos imigrantes e refugiados é um pouco uma cruz, uma cruz da Humanidade, uma cruz de sofrimento para tantas pessoas", acrescentou.

No domingo, em seu primeiro discurso em solo búlgaro, Francisco pediu que a Bulgária seja "acolhedora" com "aqueles que fogem da guerra, ou da miséria".

Fronteira fechada

O número de chegadas de migrantes à Bulgária diminuiu consideravelmente desde 2016, com o abrandamento do fluxo da Turquia e a construção de uma cerca ao longo da fronteira de 274 quilômetros compartilhada por ambos os países.

As autoridades búlgaras, que afirmam ter evitado a chegada de 5.000 migrantes em 2018 e quase tantas desde o começo do ano, são rotineiramente acusadas de violar os direitos das pessoas de buscar asilo.

Enquanto a grande minoria turca (cerca de 10% da população) resultante do longo domínio otomano sobre a Bulgária é integrada e representada politicamente, a chegada dos muçulmanos do Oriente Médio é rejeitada tanto pelo governo de direita e seus aliados nacionalistas quanto pela oposição socialista.

Até mesmo a Igreja Ortodoxa a vê como uma "ameaça à estabilidade do Estado" e "equilíbrio étnico".

Quero receber conteúdos exclusivos sobre o mundo