Boeing diz que 737 MAX deve voltar a voar em janeiro; decisão afeta o Ceará

Voo entre Fortaleza e Miami pode ser encurtado com a volta do 737 MAX aos ares

Legenda: No Ceará, o Boeing 737 Max 8 era operado pela Gol na rota que liga o Estado à Miami, nos EUA
Foto: Foto: Thiago Gadelha

A Boeing disse nesta segunda-feira que espera que o avião 737 MAX, que parou de voar após dois acidentes mataram 346 pessoas, volte a operar em janeiro, adiando seu retorno em um mês. A decisão afeta o Ceará: atualmente, os voos entre Fortaleza e Miami (EUA), operados pela Gol, fazem parada técnica em Punta Cana (República Dominicana), desde que a companhia aérea deixou de usar esse tipo de Boeing, aumentando em pelo menos uma hora a duração da viagem. Com a volta do 737 MAX a fazer os voos entre o Ceará e os EUA, o tempo do trajeto será encurtado, pois os voos voltarão a ser diretos.

Em comunicado, o grupo Boeing disse que ainda espera receber a certificação da Federal Aviation Administration (FAA) no mês que vem, permitindo retomar as entregas do MAX aos clientes das companhias aéreas antes do final do ano. 

"Paralelamente, estamos trabalhando para a validação final dos requisitos de treinamento atualizados, que devem ocorrer antes do MAX retornar ao serviço comercial, que agora esperamos tenha início em janeiro", afirmou a Boeing. 

A companhia havia planejado originalmente que o modelo voltasse a voar em dezembro. 

Os aviões estão sem voar no mundo todo desde meados de março, após o acidente da Lion Air em outubro de 2018 e o acidente da Ethiopian Airlines em março deste ano.

A proibição de voar arrastou-se muito além das expectativas iniciais, pois a Boeing atualizou os sistemas e enfrentou questionamentos de reguladores e políticos sobre o avião. 

A Southwest Airlines e a American Airlines adiaram novamente na sexta-feira para retomar os voos no 737 MAX até o início de março. 

A Boeing disse na segunda-feira que completou o primeiro dos cinco marcos importantes que deve cumprir antes de retornar ao serviço: uma avaliação de simulador de vários dias com a FAA para "garantir que o sistema geral de software desempenhe a função pretendida". 

O grupo disse que ainda precisa realizar uma sessão de simulador de vários dias em separado com os pilotos das companhias aéreas para "avaliar fatores humanos e carga de trabalho da tripulação sob várias condições de teste", antes que os pilotos da FAA realizem um voo de certificação do software final atualizado.

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