Olimpíadas de Inverno: uso de ácido hialurônico por atletas de esqui é investigado
Saltadores estariam usando substância no pênis para melhorar desempenho.
A Agência Mundial Antidopagem (Wada, na sigla em inglês) deverá apurar acusações de que atletas do salto de esqui estariam aplicando substâncias no pênis para melhorar o desempenho nas Olimpíadas de Inverno. A competição começou na última sexta-feira (6), na Itália. A informação foi revelada pelo jornal alemão Bild em janeiro e voltar a ganhar espaço nas redes sociais.
Os atletas estariam usando essa prática para alterar as medidas corporais registradas antes da confecção de seus uniformes esportivos. Com o aumento do tamanho do pênis, eles poderiam ter acesso a trajes maiores, ampliando a superfície de contato com o ar e tornando a planagem mais eficiente.
Antes das competições, os saltadores de esqui passam por medições corporais realizadas com scanners. Durante o processo, usam apenas cuecas justas, e a altura da virilha é uma das medidas consideradas na produção dos uniformes.
Segundo o jornal britânico The Guardian, no ano passado, dois medalhistas olímpicos da Noruega, Marius Lindvik e Johann André Forfang, foram suspensos por três meses após a descoberta de que a equipe havia ajustado as costuras de seus trajes na região da virilha durante o Campeonato Mundial de Esqui de 2025.
Até o momento, não há provas de que a prática de aumento do pênis esteja realmente acontecendo entre os saltadores de esqui. Ainda assim, a denúncia viralizou nas redes sociais e a investigação já passou a ser chamada de “penis-gate”.
ALERTA
O ácido hialurônico, permitido no esporte, pode aumentar a circunferência do pênis em até dois centímetros. O procedimento é usado principalmente para fins estéticos e temporários, incluindo harmonização facial e lábios.
Em março de 2025, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alertou sobre os riscos de métodos ilegais para aumentar o pênis: “Manipulações inadequadas no pênis podem levar a disfunções irreversíveis (…) além das consequências psicológicas negativas”, afirmou.
Segundo a entidade, quando realizado por urologistas treinados, o engrossamento peniano apresenta bons resultados: “O índice de satisfação pode atingir entre 78-100% dos homens tratados”.
Ainda assim, o procedimento não é isento de riscos: “Mesmo nas mãos do urologista, o procedimento (…) pode gerar infecção, assimetrias, nódulos ou até perda da pele do pênis por necrose”, alerta a SBU.