Fortaleza só acerta 26% das finalizações na meta adversária em 2026

A conversão em gols também é baixa e o departamento de futebol vai ao mercado para tentar corrigir o problema

Escrito por
Brenno Rebouças brenno.reboucas@svm.com.br
(Atualizado às 16:59)
Legenda: Bareiro é o artilheiro do Fortaleza com três gols
Foto: Thiago Gadelha/SVM

A produção ofensiva do Fortaleza em 2026 é um ponto de preocupação. Em sete jogos disputados no Campeonato Cearense, o Tricolor fez apenas oito gols, uma média de 1.1 por partida.

Não é que a equipe comandada por Carpine não finalize. Em média, o Leão chuta mais de 16 vezes por jogo, mas acerta apenas 26% deste volume na meta adversária. Os dados são do Sofascore, plataforma parceira da Federação Cearense de Futebol, que promove o Estadual.

Das finalizações certas, a conversão em gols também é baixa. De 58 arremates feitos de dentro da grande área adversária, o ataque tricolor só conseguiu cinco gols. E dos 57 chutes de fora da área, apenas um balançou a rede do time contrário. Os outros dois tentos que o clube possui foram em cobrança de pênalti.

Em coletiva concedida após o Clássico-Rei, Thiago Carpini reconheceu mais uma vez a baixa efetividade do ataque do Fortaleza, mas mencionou que reforços vão chegar e com isso outros aspectos do time serão melhorados. Ele contrapôs a baixa produção do ataque com a defesa sólida, que sofreu apenas um gol em sete jogos.

"Um trabalho sólido se constrói assim, a gente vai estruturando defensivamente, somos a equipe menos vazada, o Brenno é o goleiro que menos faz defesas, isso são coisas positivas. Agora, com as chegadas que a gente aguarda, em breve, vamos evoluindo em outros aspectos e vamos ter um time dentro da nossa cara, com aquilo que a gente acredita", disse.

Desmanche

O setor de ataque do Fortaleza é o que conta com menos peças no elenco atualmente. Apenas Kayke, Bareiro e Vitinho, recém-contratado, estão à disposição de Carpini. 

Das baixas no time de 2025 para cá, pelo menos sete atacantes saíram (Herrera, Moisés, Allanzinho, Deyverson, Marinho, Pikachu e Lucero).

Para corrigir o problema, o departamento de futebol do Tricolor está em busca de reforços para o ataque no mercado. Lucas Braga, do Vitória, será emprestado ao Leão até o fim de 2026. Além dele, o Fortaleza tem negócio encaminhado com Rodriguinho, que ano passado defendeu o Ceará e mira o ponta-direita Wellington, do Primavera-SP.

 

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