Análise: Leão foi campeão com sobras

Tricolor de Aço, que poderia até perder por um gol de diferença, jogou com a vantagem que tinha e matou a decisão em um contra-ataque com gol de Tinga, o homem da decisão, e leva o Estadual pelo segundo ano seguido

Legenda: Tinga fez o gol do título leonino em cima do Ceará. O Leão do Pici é bicampeão 2019/20
Foto: THIAGO GADELHA

O Fortaleza é o campeão Cearense de 2020. Com toda justiça, o Tricolor voltou a vencer o Ceará na Arena Castelão, agora por 1 a 0, e conquistou o bi-campeonato e seu 43º título estadual. O time de Rogério Ceni venceu as duas partidas na decisão (2x1 e 1x0) evidenciando a supremacia leonina nos dois jogos finais, com um time mais pronto, organizado e, principalmente, efetivo.

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Efetividade foi a palavra mais propícia para a conquista tricolor, ontem, no Castelão. Com a vitória no 1º jogo de ida, por 2 a 1, o Tricolor poderia até perder por um gol de diferença e jogou com a maturidade de um campeão, de um time que segue exatamente o que é pedido pelo técnico Rogério Ceni.

O Leão foi pressionado pelo Ceará, um time também de qualidade, com duas bolas na trave de Felipe Alves, mas soube se defender bem em grande parte do jogo e aproveitou uma falha da defesa alvinegra para marcar com Tinga e definir o título para o Pici.

Desde o início ficou claro que a estratégia tricolor seria jogar mais precavido, esperando as investidas do Ceará para contra-atacar. A própria escalação do Fortaleza evidenciou um time mais encorpado no meio-campo, mais marcador, com Gabriel Dias, Juninho, Felipe e Ronald. E na frente, apenas dois atacantes: David e Romarinho.

Do lado do Ceará Sporting, o técnico Guto Ferreira escalou o Vovô praticamente com a força máxima, apenas sem o lateral-direito Samuel Xavier. Sem surpresas na escalação, as peças eram as esperadas, mas a postura do Ceará foi mais agressiva, pela necessidade dos gols, com os volantes Fabinho e Charles chegando mais à frente.

Mas a decisão evidenciou os pontos fortes e fracos dos dois finalistas. Ontem, ficaram claras as virtudes defensivas do Fortaleza, assim como sua efetividade no ataque, exatamente o inverso do Ceará, uma equipe que criou muito, pelo menos seis chances claras de gols, sendo duas bolas na trave, mas uma falha defensiva foi suficiente para o gol tricolor, aos 15 minutos, marcado por Tinga. O lateral-direito foi o "cara" da decisão, marcando o gol das duas vitórias leoninas na decisão do Estadual.

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Com 3 a 1 no placar agregado, ou seja, na soma dos placares, o ímpeto do time que mais precisava de gols, o Ceará, diminuiu consideravelmente, com Guto Ferreira já pensando na sequência da Série A, tirando peças importantes como Vinícius, Sóbis e Charles, colocando em campo Ricardinho e as "novidades" Saulo Mineiro, atacante que fez sua estreia, e Rodrigão, voltando depois de meses. Do lado tricolor, Ceni também pôs em campo jogadores importantes como Marlon, Derley, Osvaldo e Yuri César, criando até mais chances para ampliar o placar do que sofrer algum gol. A defesa leonina segurou as investidas alvinegras, chegando ao seu 8º jogo seguido sem sofrer gols.

Após o apito final, começou a merecida comemoração leonina, de uma equipe que sobrou não só na decisão, como ao longo de todo Campeonato Cearense.

Ficha Técnica

Campeonato Cearense - Final
Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
22 de outubro

Fortaleza 1
Felipe Alves, Tinga (Marlon), Paulão, Roger Carvalho, Carlinhos, Felipe (Derley), Ronald (Yuri César),
Juninho, Gabriel Dias, David (Bruno Melo), Romarinho (Osvaldo). Técnico: Rogério Ceni

Ceará 0
Fernando Prass, Eduardo, Tiago Pagnussat, Luiz Otávio, Bruno Pacheco, Fabinho, Charles (Ricardinho),
Vinícius (Felipe Baxola), Fernando Sobral (Leandro Carvalho), Léo Chú (Saulo Mineiro), Rafael Sobis
(Rodrigão). Técnico: Guto Ferreira

Árbitro: Raphael Claus (SP). Gol: Tinga (Fortaleza). Cartões amarelos: Juninho e Mariano Vazquez (Fortaleza) e Saulo Mineiro (Ceará). Cartão Vermelho: Leandro Carvalho (Ceará)

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