'Acabou o dinheiro': CEO do Fortaleza expõe crise após derrota e cobra união
Pedro Martins admite dificuldades financeiras e pede resposta ao elenco
Após a derrota para o Ceará na última quarta-feira (8), pela Copa do Nordeste, e a repercussão da fala do zagueiro Emanuel Brítez, o CEO do Fortaleza, Pedro Martins, se pronunciou oficialmente sobre o momento vivido pelo clube nesta quinta-feira (9), por meio de um vídeo publicado no canal oficial do time.
O dirigente iniciou a fala em tom de desabafo, reconhecendo a frustração pelo resultado no Clássico-Rei. Segundo ele, o desempenho da equipe ficou abaixo do esperado e gerou insatisfação nos bastidores.
“Todos nós gostaríamos de ter saído com uma vitória, mas sabemos que não foi possível e não foi da maneira como a gente gostaria”, afirmou.
Pedro ressaltou que o clube já iniciou uma análise interna detalhada para entender os erros e promover ajustes imediatos. De acordo com o CEO, a prioridade é corrigir rapidamente o que não funcionou, buscando uma resposta já nas próximas partidas da temporada.
“A gente entende a frustração do torcedor e sabe que não é esse o Fortaleza que ele quer ver representando a camisa do clube”, disse.
Crise financeira exposta
Mesmo não sendo um tema central de sua função, como já havia citado em coletiva ao lado de Bruno Cals, presidente do conselho de administração da SAF, Pedro Martins trouxe à tona a realidade financeira do instituição.
“Somos um clube que estava há sete anos na Série A. Como assim? Um clube que estava há sete anos na Série A e agora tem que lidar com dívidas imensas? Acabou o dinheiro? Acabou o dinheiro. Mas nós estamos aqui para lidar com esse cenário", declarou.
Segundo ele, o Fortaleza convive com problemas decorrentes do rebaixamento e de compromissos antigos, o que dificulta o planejamento para a Série B. Desde sua chegada, o dirigente lida com cobranças financeiras ao mesmo tempo em que tenta estruturar o clube para o futuro.
A principal missão da atual gestão é a reconstrução do elenco e a reorganização interna. A ideia é criar um ambiente mais estável e previsível, capaz de sustentar melhores resultados dentro de campo, mesmo diante da pressão recente.
Mudanças internas e transparência
As mudanças no clube, incluindo desligamentos de funcionários antigos, geraram repercussão nas redes sociais. Parte da torcida do Fortaleza demonstrou insatisfação com possíveis impactos na identidade do Fortaleza.
“Passar notícia ruim para funcionários, atletas e pessoas do dia a dia é terrível, mas é necessário”, comentou.
Pedro Martins também reforçou a necessidade de transparência com todos os envolvidos, especialmente com a torcida. Para ele, assumir a realidade é fundamental para reconstruir o clube de forma saudável.
Olho no futuro
O CEO relatou que o momento exige união entre diretoria, elenco, funcionários e torcedores. Segundo ele, o clube já enfrentou situações difíceis ao longo da história e precisará, mais uma vez, se reinventar.
“Com organização, verdade e união, nós vamos recolocar o Fortaleza onde ele merece”, concluiu.
Mesmo com o cenário desafiador, o objetivo segue sendo a construção de um clube mais forte a longo prazo. A meta principal, no entanto, é clara: o retorno à elite do futebol brasileiro.