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Viabilidade das PPPs no Ceará sai em dois meses

Estado assinou contrato recentemente com a consultoria Mckinsey, que fará relatório sobre 32 projetos propostos

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: A secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Nicolle Barbosa, se reuniu ontem, na Adece, com 17 câmaras setoriais. Ela recebeu várias demandas

Visando investir em setores estratégicos para o desenvolvimento regional, em um momento em que governos de todas as esferas enfrentam dificuldades para conseguir recursos, o governo do Estado submeteu recentemente 32 projetos de Parcerias Público-Privadas (PPPs) à consultoria Mckinsey, que analisará as propostas e terá dois meses para emitir um relatório de viabilidade das mesmas. As informações foram dadas nesta sexta-feira pela titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) do Ceará, Nicolle Barbosa.

Segundo ela, o contrato entre o governo do Estado e a consultoria já foi assinado e prevê uma análise completa das possíveis PPPs que podem ser feitas no Ceará. "A Mckinsey é uma consultoria internacional muito respeitada e vai estudar projeto por projeto para nos dizer aqueles que são viáveis. Queremos saber o que é atrativo para a iniciativa privada", informou a secretária.

Em novembro do ano passado, Nicolle Barbosa revelou que o Governo do Estado estava preparando um pacote de concessões de alguns equipamentos do Estado, como o Acquario Ceará e o Centro de Eventos, que passariam a ser alvo de PPPs. Além deles, Metrô de Fortaleza (Linha Leste), Arco Rodoviário Metropolitano, Central de Cogeração a Gás, Trem do Cariri e outros equipamentos foram apontados como possíveis contratos.

Fórum de Desenvolvimento

Nesta sexta-feira, Nicolle Barbosa participou do Fórum Integrado de Desenvolvimento, realizado na sede da Adece, onde se reuniu com 17 câmaras setoriais, que apresentaram suas respectivas demandas para o governo. Na ocasião, a Câmara Temática de Exportação também foi apresentada. "Ela mostrou o programa Exporta Ceará, com todas as demandas levantadas do setor. O que a gente combinou foi a necessidade de uma ação de marketing do governo junto ao mercado externo. Eles também apresentaram demandas para o desenvolvimento do setor, para promover os negócios do exportador no Estado", afirmou a secretária. "A ZPE (Zona de Processamento de Exportação) é uma parte desse programa. O que importa é que nós acolhemos as demandas e vamos fazer um grupo de trabalho para desenvolve-las", completa.

Quem também apresentou demandas foi o setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), além do de logística. Conforme Nicolle, o governo vai levantar os pedidos e encaminhar ao governador Camilo Santana. "Vamos fazer reuniões mensais. A agenda mais importante que tenho é essa. Desses encontros é que sai a demanda que vai mostrar o caminho para montar as políticas para que os setores se desenvolvam", conta.

contratos

Aumento no FNE

Sobre o aumento dos juros no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que dificulta a chegada de investimentos que possam interessar ao Ceará, Nicolle destacou que o governo do Estado, em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), está se mobilizando para cobrar explicações plausíveis para o reajuste. "Nós temos aí, do FNE do ano passado, R$ 9 bilhões. Com o aumento desses juros, esse dinheiro vai ficar ainda mais tempo parado, e num volume maior", pontuou. "Nós já temos muitas condições adversas, apesar das grandes potencialidades que o Nordeste tem, da sua vocação. Precisamos do financiamento para garantir os investimentos que virão para a região", diz.

A secretária ainda afirmou que, com juros altos, o FNE não será mais ponto de atração para investimentos no Nordeste, principalmente no Ceará. "Já não estava sendo tão atrativo. Agora ficou impraticável", conclui.

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