Estado possui opções para capital de risco
Modalidade ainda pouco praticada no Estado, as oportunidades de investimento de capital de risco no Ceará foram debatidas ontem em evento realizado pela AmCham Fortaleza - Câmara Americana de Comércio, no Hotel Gran Marquise. Com o intuito de desenvolver um melhor ambiente de negócios, o Fórum de Venture Capital reuniu representantes de diversas empresas multinacionais, entre as quais Google e KPMG.
LEIA MAIS
Ceará quer atrair fábrica de uniformes da Latam
Entre os segmentos com potencial para receber investimentos do tipo, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), César Ribeiro, destacou o Polo Industrial e Tecnológico da Saúde (Pits), no Eusébio. "Há oportunidades em vários setores. (O Pits) é um polo muito importante não só para a questão de desenvolvimento industrial, mas principalmente na questão de pesquisa e inovação ligada a saúde", apontou.
Outras oportunidades envolveriam ainda a ambiência criada pelos cabos de fibra ótica na Capital e pelo papel desempenhado pelas universidades no fomento da inovação. Ribeiro acrescentou ainda que o Estado vive um momento diferente do restante do País em termos de atração de investimentos. "O Ceará vive um momento de austeridade fiscal, é o estado hoje com a melhor situação fiscal, com o maior nível de transparência, que mais investe", destacou.
Alternativa
De acordo com o advogado Rômulo Alexandre, do escritório Albuquerque Pinto e um dos palestrantes do evento, o capital de risco é uma alternativa de captação de recursos por empreendedores. Diferentemente de um financiamento de um banco, essa modalidade requer uma maior percepção do negócio em si, tendo em vista seu potencial de crescimento. "A finalidade não é se manter no negócio, mas fazer crescer para depois vender".
O economista Ênio Arêa Leão, que também esteve no evento, lembra que há exemplos famosos, como a rede social Facebook. "Você tem um empreendedor que não necessariamente tem dinheiro para fazer aquilo e tem um investidor que quer participar desse risco apostando que a empresa vai dar resultado", explica. "Se o negócio der certo, todo mundo ganha junto. Se não, o empreendedor não precisa devolver nada".
Arêa Leão aponta que as empresas que têm potencial de crescimento são aquelas que trazem novidades, havendo boas oportunidades no Estado. "A gente tem sim uma base tecnológica boa - claro, ainda tem muito para desenvolver. O Ceará se destaca em algumas áreas, como Engenharia e Informática", aponta o economista.
Ele diz que, para prosperar mais nesse ambiente e gerar novas possibilidades de crescimento, é preciso que o Estado desenvolva a educação, principalmente nas áreas de tecnologia e inovação. "O impacto na economia do Estado é muito bom, pois essas empresas tendem a crescer muito rápido". (YP)