Agro Automóvel Papo Carreira Tecnologia

Desemprego é entrave a superar

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: O economista Henrique Marinho afirma que haverá uma melhora na economia no segundo semestre, mas a crise ainda vai se arrastar em 2018
Foto: FOTO: KIKO SILVA

Mesmo com os sinais de melhora, o elevado índice de desemprego ainda preocupa muito. Para o economista Henrique Marinho, este é hoje o grande entrave a ser superado para estimular a economia. Segundo dados do Ipece, após registrar a perda de 2.920 empregos com carteira assinada (celetista) em maio, em junho foram criados 133 empregos no Ceará, sendo 24 na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) e 109 no Interior. Em junho de 2016, o Estado havia registrado um saldo negativo de 1.664 postos formais.

No a acumulado de janeiro a junho, no entanto, o Estado registrou um saldo negativo de 14.486 vagas. Enquanto no mesmo período do ano passado havia sido 24.152 postos a menos. O último resultado positivo para o primeiro semestre foi registrado em 2014, com saldo de 12.501 vagas.

Em junho, o setor que mais criou vagas foi a agropecuária (246), seguido pelo comércio (149), serviços industriais de utilidade pública (134), serviços (31) e extrativa mineral (1).

Desocupação

Segundo dados do IBGE, a taxa de desemprego no Ceará caiu um ponto percentual no segundo trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. No período de abril a junho, a taxa de desocupação ficou em 13,2%, enquanto entre janeiro e março o índice apontava 14,3%. Já na comparação com o segundo trimestre de 2016, porém, a taxa de desemprego subiu 1,8 ponto percentual.

"O desemprego tem feito com que a renda das pessoas ainda não seja suficiente para retomada, pois o que move a economia é o consumo", diz Marinho.

"O governo federal está esgotado do ponto de vista fiscal, sem capacidade de fazer investimentos. E o consumo das famílias tem reagido de uma forma muito tímida ainda".

Marinho acredita que haja melhora no segundo semestre, mas a crise ainda vai se arrastar pelo ano de 2018. Já no País, a taxa de desemprego caiu 0,8 ponto percentual, em relação ao trimestre encerrado em abril e fechou o período maio a julho deste ano em 12,8%. O Brasil ainda tem 13,3 milhões de desempregados, segundo o IBGE. 

LEIA AINDA: 

> 'Virada' da economia já começou no Ceará, mas retomada será lenta
> Indústria começa a melhorar oferta de emprego no CE 
> Agropecuária vê cenário melhor que  o de 2016
> PIB do País sobe 0,2% no 2º tri e acena com saída da recessão 
> 'Entraremos 2018 em um ritmo forte', diz Meirelles
> Brasil deixa a lanterna, mas é 41º
> 'Pernambuco tem reação mais rápida que o Ceará' 

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado