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De olho em PPPs, Marquise quer investir R$ 250 mi no ano

Somente neste ano, o Grupo espera faturar R$ 1 bilhão, igual resultado registrado no ano passado

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: A nova investida do Grupo, segundo o presidente Carlos Pontes, é a administração do Hospital Regional Metropolitano, que ficará a cargo do grupo por 30 anos

Ainda comemorando seus 40 anos de história, o Grupo Marquise está apostando cada vez mais no setor de Parcerias Público-Privadas (PPPs), que deve representar 10% do faturamento do Grupo até 2016 - atualmente a área responde por apenas 0,5% do total. A empresa cearense, aliás, estima investir R$ 250 milhões ao longo deste ano, dos quais uma boa parte será destinada à ampliação dos Centros de Atendimento ao Cidadão (Vapt Vupt) e ao consócio Ceará Saúde, uma parceria com o Governo do Estado para construção e administração do Hospital Regional Metropolitano (HRM).

Quem explica essa recente área de investimento do Grupo Marquise é o seu presidente, José Carlos Pontes. Segundo ele, em um momento em que a economia brasileira se encontra em situação difícil, uma boa alternativa é apostar em PPPs e no setor de serviços de um modo geral. "Queremos expandir bastante nossas centrais de atendimento e entrar de vez no setor hospitalar, que possui grande mercado", explica. A Marquise lançou ontem a nova campanha publicitária em alusão aos seus 40 anos. Em 2015, o Grupo espera faturar R$ 1 bilhão, o mesmo resultado registrado no ano passado.

O Hospital Regional Metropolitano (HRM) do Ceará, a propósito, é um dos principais projetos do Grupo Marquise para os próximo anos. O empreendimento ficará localizado em uma área próxima ao Anel Viário de Maracanaú e será operado pela Marquise durante 30 anos. "O hospital não será nosso, mas fizemos uma concessão para operá-lo por esse período. Trata-se de um empreendimento aberto a todos e que terá aproximadamente 400 leitos e equipamentos de última geração", explica Pontes.

Ainda, segundo o presidente do Grupo Marquise, o HRM terá um investimento total de R$ 250 milhões e ficará pronto em dois anos. A terraplenagem já foi feita e a expectativa é que as obras comecem em agosto. Trata-se do primeiro empreendimento do Grupo na área hospitalar.

Diversificação como triunfo

Nascida em 1974 como uma pequena construtora, a Marquise se desenvolveu na mesma medida em que passou a diversificar suas áreas de atuação. Atualmente, além do setor de PPPs, o Grupo investe em engenharia de infraestrutura, incorporação, serviços ambientais, hotelaria, comunicação e shopping centers. "Entramos estrategicamente nesses sete segmentos da economia como forma de explorar as oportunidades. Hoje somos, por exemplo, a terceira empresa do País em coleta de resíduos sólidos, com a Marquise Ambiental, além da maior do Nordeste em infraestrutura", diz Pontes.

De pequena construtora, a Marquise tornou-se um grupo que possui quase 7 mil colaboradores diretos, com empresas presentes em diversas regiões do País, totalizando oito estados. Entre os mais importantes estão Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, São Paulo e Rondônia.

Atualmente, no setor de construção, o Grupo Marquise possui obras de grande porte no Ceará, como o Cinturão das Águas e um trecho da Transnordestina, além da adutora de Acauã, na Paraíba. Conforme o Grupo, as apostas em empreendimentos imobiliários também continuarão ao longo deste e dos próximos anos. Em 2015, já foram lançados três projetos (Bellatrix Residence, Royal Palm e Palladium Business Center). "Pretendemos lançar outros três ainda este ano", conta Pontes.

Freio nos shoppings

Se por um lado o setor de PPPs e de serviços é mencionado como destaque pelo Grupo Marquise, por outro o segmento de shopping centers é visto com certa cautela. O Grupo inaugurou o Shopping Parangaba há cerca de um ano e meio e, pelo menos no momento, não pretende investir em empreendimento semelhante no Ceará. "Temos interesse em médio e longo prazos, não de imediato. Estamos desenvolvendo um centro de compras em João Pessoa, mas entendemos que no Ceará o público já está bem servido", comenta Pontes.

O presidente do Grupo também descartou, por enquanto, a expansão do Shopping Parangaba que estava prevista para este ano, ainda quando o empreendimento não havia sido inaugurado. "Talvez daqui a dois anos retomemos esse projeto, mas a atual situação econômica do País não é propícia para tal", comenta. "A realidade que ninguém pode esconder é que estamos passando por um momento difícil para o País, que só deve mudar em cerca de dois anos. Mas somos uma empresa com 40 anos de idade e já passamos por diversos momentos. Estamos prontos para tudo", conclui.

Áquila Leite
Repórter

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