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CSP recebe licença de operação da Semace

Documento foi entregue no último dia 1º pelo órgão estadual, que vai continuar monitorando ações da Siderúrgica

Escrito por
Redação producaodiario@svm.com.br
Legenda: Validade de documento é até 31 de maio de 2020, de acordo com área da Semace responsável pela liberação e monitoramento dos impactos ambientais

Ao cumprir todas as exigências da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) desde o início das obras até o começo da produção comercial, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) garantiu o recebimento da Licença de Operação (LO).

O documento foi emitido na última sexta-feira (1º), segundo nota divulgada pela direção do empreendimento e confirmada pelo órgão estadual ontem (6).

"Todos os empregados da CSP seguem trabalhando constantemente para manter a credibilidade durante todo o ciclo de vida das atividades da CSP, buscando o desenvolvimento sustentável da região onde atuamos", afirma Eduardo Parente, presidente da CSP, em nota.

Investimentos

No mesmo texto, a Siderúrgica reforça o investimento feito para o bom funcionamento no que diz respeito aos parâmetros de sustentabilidade e meio ambiente, afirmando que "utiliza as melhores tecnologias ambientais".

"Foi investido, aproximadamente, R$ 1 bilhão em equipamentos ambientais, gerenciamento de resíduos e no controle e monitoramento das emissões atmosféricas e do lançamento de efluentes. Como resultado concreto deste investimento, a empresa tem um nível de emissões atmosféricas 50% menor que o estabelecido na legislação ambiental brasileira e uma taxa de aproximadamente 98% de reúso de água. Outro resultado relevante é o nível de reaproveitamento de resíduos sólidos na usina, da ordem de 99%, contribuindo para minimizar o impacto na região onde está inserida", enumera a Companhia Siderúrgica, citando ainda a aplicação de R$ 3 milhões anualmente para o monitoramento ambiental das ações feitas no entorno do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), onde está instalada a CSP.

Liberação e vistorias

Sobre a liberação do documento só agora, após o anúncio da operação comercial do empreendimento, o diretor da área de Licenciamento e Monitoramento da Semace, Lincoln Davi Mendes, explica que a complexidade das atividades da CSP implicou em uma análise a partir do início da operação dos equipamentos. Desta forma, afirma que seria impossível acionar as máquinas e depois paralisá-las para a vistoria. "Um empreendimento desse porte é muito diferente de um posto de gasolina que coloca tanques, bombas e pede a licença. Um empreendimento desse, que não tenha o porte da Siderúrgica, eu consigo estar operando em um dia e, no outro, não estar operando", exemplifica o diretor da Semace.

Mendes observa que a LO tem data de expiração em 31 de maio de 2020 e "a renovação vai ter que cumprir todas as condicionantes até essa etapa".

Ele garante ainda que a partir de "agora é que a CSP vai ter mais esclarecimentos para dar, semestralmente, quadrimestralmente, dependendo da matriz, mostrando relatório sobre os impactos". "Tudo isso vai ser visto até 2020, e tem que cumprir, se não, vai ser um complicador no momento da renovação", alerta.

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